Polícia

Homem é condenado a 13 anos por adulterar leite com ureia no RS

Silas SantosAtualizado em 05/09/2026 às 11h403 min de leitura

Polícia Um homem, cuja identidade não foi divulgada, foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão por adulterar leite com água, ureia e outros produtos químicos no Rio Grande do Sul. A sentença foi proferida em 13 de agosto de 2026 pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Guaporé, na Serra Gaúcha, e tornada pública nesta segunda-feira (17).

Segundo a decisão, a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. O condenado também deverá pagar multa, cujo valor não foi informado. Ele poderá recorrer em liberdade.

O esquema de adulteração

Conforme denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o condenado é considerado um dos executores da fraude investigada no âmbito da Operação Leite Compen$ado I. Ele atuava em um posto de resfriamento em Guaporé, nas funções de recebimento, carregamento e reaproveitamento de cargas, e utilizava a posição para inserir substâncias no produto destinado ao consumo humano.

A adulteração consistia na adição de água, sal, açúcar, ureia com formaldeído e soda cáustica ao leite, com o objetivo de aumentar artificialmente o volume comercializado. As substâncias também mascaravam irregularidades nos controles de qualidade, reduziam o valor nutritivo do alimento e tornavam o produto potencialmente nocivo à saúde dos consumidores.

Operação Leite Compen$ado I

A operação foi deflagrada em maio de 2013, quando oito pessoas ligadas ao transporte e ao resfriamento de leite foram presas. As ações ocorreram em Ibirubá, Horizontina e Selbach, no Noroeste; Tapera, no Norte; e Guaporé, na Serra, onde uma indústria foi interditada.

Na época, o grupo investigado movimentava cerca de 100 milhões de litros de leite por ano. As investigações apontaram ainda a aquisição de mais de 100 toneladas de ureia destinadas à prática criminosa.

A investigação foi coordenada pelos promotores de Justiça Mauro Rockenbach, da Promotoria Especializada Criminal de Porto Alegre, e Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, da Promotoria de Defesa do Consumidor da Capital.

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