O incêndio de grandes proporções que atingiu estabelecimentos comerciais no Centro de Encantado, na tarde de domingo (11), deixou um cenário de destruição e afetou também apartamentos residenciais. Oito famílias precisaram deixar suas casas. Nesta segunda-feira (12), a reportagem do Jornal Força do Vale esteve no local para registrar os danos e ouvir comerciantes, moradores e representantes da Defesa Civil.
A Brasil In Box e o depósito da Zaspel Móveis e Eletrodomésticos foram completamente consumidos pelas chamas. A loja da Zaspel também sofreu prejuízos elevados, enquanto o Restaurante Central e os apartamentos localizados no andar superior foram afetados pelo calor, pela fumaça, pela fuligem e pela água utilizada no combate ao incêndio.
Imagens registradas pela reportagem mostram o interior dos estabelecimentos destruídos, materiais queimados e o que restou das estruturas após o trabalho dos bombeiros.
Incêndio mobilizou equipes de emergência
O fogo foi registrado na tarde de domingo, na região da Rua Barão do Rio Branco, no Centro de Encantado.
O combate mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e bombeiros voluntários. Conforme informações divulgadas sobre a ocorrência, foram utilizados mais de 50 mil litros de água para combater as chamas.
O incêndio foi controlado ainda no domingo, mas os danos se estenderam a imóveis comerciais e residenciais próximos. A causa da ocorrência ainda não foi confirmada oficialmente.
Brasil In Box e depósito da Zaspel foram destruídos
Entre os espaços mais atingidos estão a Brasil In Box e o depósito da Zaspel, onde o fogo consumiu completamente os materiais armazenados.
O depósito da Zaspel era utilizado para armazenar mercadorias destinadas à loja e ao abastecimento de outras unidades da empresa. Conforme relatos, todo o estoque do local foi perdido.
A loja de móveis e eletrodomésticos também teve parte significativa das instalações e mercadorias comprometidas. Os danos atingiram diferentes setores, tanto pela ação direta das chamas quanto pela água utilizada durante o combate.
Os proprietários da Zaspel estavam envolvidos em reuniões nesta segunda-feira e não participaram das entrevistas realizadas pelo Força do Vale. O levantamento dos prejuízos e as possibilidades de retomada das atividades ainda dependem de novas avaliações.
Restaurante Central teve danos no salão e na instalação elétrica
No Restaurante Central, a proprietária Vanusa Guedes Fernandes contou que soube do incêndio por meio da irmã, que estava nas proximidades e enviou imagens da ocorrência.
Quando chegou ao Centro, as chamas já haviam tomado parte dos estabelecimentos e as ruas estavam bloqueadas.
Durante o combate, Vanusa abriu o restaurante para permitir que os bombeiros acessassem a área atingida pela frente do estabelecimento.
O fogo avançou até os fundos do salão e atingiu o banheiro. A fuligem também comprometeu a instalação elétrica e outros materiais.
Na segunda-feira, a proprietária começou a avaliar os prejuízos depois de aguardar a presença de profissionais responsáveis pela verificação das condições de acesso ao imóvel.
Vanusa destacou que, por ser domingo, o restaurante estava fechado e não havia funcionários trabalhando no momento da ocorrência.
A extensão financeira dos danos e a possibilidade de retomada das atividades ainda não estavam definidas.
Apartamentos tiveram rachaduras, vidros quebrados e móveis danificados
Nos apartamentos localizados sobre o Restaurante Central, os prejuízos foram provocados principalmente pelo calor, pela fumaça e pela água utilizada para controlar o incêndio.
Maristela Ferreira da Silva Vargas e a filha, Laura de Vargas, relataram danos na estrutura, rachaduras, vidros quebrados, móveis molhados e perda de alimentos devido à interrupção no fornecimento de energia elétrica.
Maristela estava em Cruzeiro do Sul quando o incêndio aconteceu. Ao retornar ao imóvel, encontrou parte dos pertences danificada.
Receba as principais do dia no WhatsApp
Sem spam. Você sai quando quiser.
A família precisou retirar roupas, documentos, alimentos e outros objetos que ainda poderiam ser aproveitados.
Os colchões, móveis e materiais atingidos pela água também passaram a integrar a relação de prejuízos.
O que o fogo não consumiu, a água destruiu.
A frase de Maristela resume a situação encontrada nos apartamentos. Mesmo onde as chamas não chegaram diretamente, os efeitos do incêndio comprometeram as condições de uso dos espaços.
Laura também relatou preocupação com as rachaduras observadas no prédio e a impossibilidade de permanecer no apartamento enquanto não houver uma avaliação das condições de segurança.
Defesa Civil mantém interdição e orienta retirada de moradores
Na tarde desta segunda-feira, o coordenador da Defesa Civil de Encantado, Loivo Dezordi, esteve no imóvel para orientar os moradores.
Segundo ele, o prédio permaneceria interditado até uma avaliação técnica mais detalhada, prevista para a manhã de terça-feira (13), com a participação de um especialista em estruturas.
A Defesa Civil também demonstrou preocupação com a fumaça acumulada no interior dos apartamentos.
Conforme o coordenador, a presença de resíduos e gases provenientes da combustão representa risco à saúde, especialmente ao sistema respiratório.
Por isso, os moradores foram orientados a retirar apenas os pertences essenciais e deixar o local antes do fechamento dos acessos.
A liberação dos apartamentos dependerá da avaliação das condições estruturais e de segurança do imóvel. Até a tarde de segunda-feira, não havia uma previsão confirmada para o retorno das famílias.
Oito famílias precisaram deixar suas casas
Conforme informações atribuídas à Defesa Civil, oito famílias ficaram desalojadas em consequência do incêndio.
Na atualização divulgada nesta segunda-feira, sete famílias estavam acolhidas por parentes e uma havia sido encaminhada a um espaço de abrigo disponibilizado no município.
Durante as entrevistas ao Força do Vale, moradoras relataram dificuldades para encontrar onde permanecer e disseram contar com a ajuda de amigos e familiares.
Laura afirmou que, até o momento da entrevista, a família não havia recebido uma oferta direta de abrigo. O relato se refere à situação vivida por ela e seus familiares e não permite concluir que o atendimento tenha deixado de ser disponibilizado às demais famílias.
A situação habitacional dos moradores dependerá também dos resultados da vistoria estrutural e das providências necessárias para a recuperação dos imóveis.
Causas do incêndio ainda são desconhecidas
Até a tarde desta segunda-feira, não havia confirmação oficial sobre o que provocou o incêndio.
A definição da origem do fogo e das circunstâncias que permitiram sua propagação depende de investigação técnica.
Enquanto isso, os proprietários dos estabelecimentos trabalham no levantamento dos prejuízos e os moradores aguardam informações sobre as condições dos apartamentos.
A avaliação estrutural prevista para terça-feira (13) deverá ajudar a esclarecer a situação dos imóveis interditados e as medidas necessárias antes de uma eventual liberação.
Confira na reportagem em vídeo os danos registrados no dia seguinte ao incêndio e os depoimentos de comerciantes, moradores e da Defesa Civil.










