Saúde e Beleza

Andrea Hollmannfarmaciacentraloficial

“Eu tomo sol, por que minha vitamina D continua baixa?”

Atualizado em 12/10/2026 às 19h373 min de leitura

Essa é daquelas perguntas que eu escuto bastante na farmácia e talvez você também já tenha passado por isso. Faz o exame, a vitamina D aparece baixa e a primeira reação é: “Mas como assim? Eu pego sol!”

Pois é. A vitamina D ficou conhecida como a “vitamina do sol”, mas a história não termina aí.

Nosso organismo precisa produzir, absorver, transportar e metabolizar essa vitamina. E algumas situações podem fazer com que, mesmo com exposição solar ou suplementação, os níveis não respondam exatamente como esperamos.

Uma delas é o intestino. A vitamina D é lipossolúvel, ou seja, sua absorção está ligada à absorção de gorduras. Pessoas com condições que causam má absorção intestinal, como doença celíaca, doença de Crohn, insuficiência pancreática ou após algumas cirurgias bariátricas, por exemplo, podem ter mais dificuldade para absorvê la.

Outro ponto que muita gente não sabe é a relação com a obesidade. Em pessoas com maior quantidade de tecido adiposo, os níveis circulantes de vitamina D tendem a ser menores e a resposta à mesma dose de suplementação pode ser diferente. Isso não significa simplesmente tomar mais por conta própria, mas entender que a dose pode precisar ser individualizada.

E os medicamentos que você usa? Alguns anticonvulsivantes, corticoides e outros medicamentos podem interferir na absorção ou acelerar o metabolismo da vitamina D. Por isso, quando alguém me diz “Déia, eu tomo vitamina D e ela não sobe”, uma das primeiras coisas que eu gostaria de saber é: “o que mais você está usando?”

Receba as principais do dia no WhatsApp

Sem spam. Você sai quando quiser.

Existem ainda diferenças individuais, inclusive genéticas, além de alterações no fígado e nos rins, órgãos importantes para o metabolismo e a ativação da vitamina D. Ou seja, às vezes olhar somente para o número do exame conta apenas uma parte da história.

E é justamente aqui que a farmácia de manipulação pode ser uma grande aliada. Podemos trabalhar com doses e formas farmacêuticas individualizadas e, quando houver indicação, avaliar nutrientes que participam da saúde óssea e do metabolismo, como magnésio e vitamina K2. Mas eles não precisam ser acrescentados automaticamente para todo mundo. A necessidade depende da alimentação, dos exames, dos medicamentos em uso e da condição de cada pessoa. Sempre avalie com seu médico ou nutricionista a necessidade de suplementação de acordo com seus exames.

Então, da próxima vez que a vitamina D vier baixa, antes de pensar apenas “preciso aumentar a dose”, vale fazer outra pergunta: “por que ela está baixa para mim?”

Porque suplementar bem não é simplesmente perseguir um número no exame. É conhecer a pessoa que existe por trás daquele resultado, sua rotina, alimentação, medicamentos e necessidades.

E é esse tipo de conversa que eu gosto de ter com vocês: sem complicação, mas entendendo que, quando o assunto é saúde, cada organismo conta uma história diferente.

Publicado na edição impressa nº 2178, de 01/10/2026.

Receba as principais do diaComunidade no WhatsApp, sem spamEntrar
Viu algo acontecendo?Mande foto, vídeo ou sugestão de pautaEnviar
Siga no GoogleVeja o FORÇA DO VALE primeiro nas buscasFonte preferida

Leia também

Cenário Eleitoral

Bolsonaro presente

Governadores e senadores eleitos no primeiro turno definem apoios e influenciam a disputa presidencial

Eleições 2026

Faça o que digo, não faça o que eu faço

A decisão do autor de autoajuda, que disputou a Presidência, levanta questionamentos sobre a aplicação prática de seus próprios conselhos de persistência.

Coluna Social

Coluna Social de 8 de outubro de 2026

b-day HOJE Cassiana Agnoletto Fábio RamosPublicidade Paulo Casarotto Sérgio Tomazzi 9 DE OUTUBRO Álex Herold Carla Dal Magro Graziela Mattje Natália Perondi…

Últimas