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Filiação “fantasma” trava Flávio no TSE

Silas SantosAtualizado em 05/09/2026 às 13h234 min de leitura

Um episódio inesperado colocou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República diante de um impasse nesta quinta-feira (13). O senador apareceu nos registros da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão, e não ao PL, legenda pela qual pretende disputar o Palácio do Planalto.

A situação impediu, ao menos temporariamente, o registro da candidatura pelo Partido Liberal. E o tempo é curto: o prazo para formalizar as candidaturas termina às 19h deste sábado, 15 de agosto.

Mas o caso ganhou um novo capítulo poucas horas depois.

TSE descarta ataque hacker

Inicialmente, integrantes da campanha levantaram a possibilidade de uma invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral, porém, informou que não houve hackeamento do sistema de filiação partidária.

Segundo o TSE, a filiação de Flávio ao Missão ocorreu por uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais da própria legenda para efetivar filiações.

Diante da situação, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a abertura de investigação pela Polícia Judiciária.

O PL também protocolou pedido para retirar Flávio Bolsonaro do Missão e restabelecer a situação partidária.

PL fala em fraude

A defesa de Flávio Bolsonaro afirma que a alteração foi fraudulenta.

Segundo a advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, a equipe possui uma certidão emitida na noite de quarta-feira (12) indicando que o senador ainda estava regularmente vinculado ao PL.

Flávio também se manifestou nas redes sociais e afirmou que sua filiação havia sido fraudada.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, classificou o episódio como uma falsificação.

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Missão também denuncia irregularidade

O partido Missão também afirma ter sido vítima de uma filiação fraudulenta.

A legenda declarou que tentou cancelar o registro ainda no mesmo dia e que está tomando providências junto à Polícia Federal e ao TSE.

O partido promete apresentar registros de acesso, e-mails e endereços de IP que possam ajudar a identificar quem realizou a operação.

Há ainda um ponto que chama atenção: o Missão afirma que o gabinete de Flávio teria sido comunicado sobre uma tentativa de filiação desde 2 de agosto, informação que deverá ser analisada durante a investigação.

Por que isso pode afetar a candidatura?

A filiação partidária regular é uma das exigências para disputar uma eleição.

Como o sistema passou a apontar Flávio ligado ao Missão, o PL precisa resolver a situação antes de concluir o pedido de registro da candidatura presidencial.

Flávio Bolsonaro havia sido oficializado pelo PL como candidato ao Planalto durante convenção realizada no fim de julho.

Agora, a disputa também virou uma corrida contra o relógio.

Quem fez a alteração?

Essa é a principal pergunta ainda sem resposta.

O TSE já descartou a hipótese de invasão ao seu sistema, mas ainda não informou publicamente quem utilizou as credenciais do Missão, como isso ocorreu e qual teria sido a motivação.

PL, Flávio Bolsonaro e o próprio Missão falam em fraude.

Com o prazo eleitoral terminando neste sábado, a investigação e a regularização da filiação serão decisivas para definir os próximos passos da candidatura de Flávio Bolsonaro.

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