Fiscalização sanitária no rs

Cliente come parte de bolo e encontra rato morto; dona de estabelecimento é presa em Porto Alegre

Fiscalização identificou fezes e urina de roedores, alimentos vencidos e falhas de higiene; duas unidades da empresa foram interditadas

Silas Santos3 min de leitura

Um cliente de Porto Alegre encontrou um rato morto dentro de um bolo depois de já ter consumido parte do alimento. A denúncia resultou na prisão em flagrante da proprietária do estabelecimento, de 41 anos, na quarta-feira (14), e na interdição de duas unidades da empresa por irregularidades sanitárias.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o bolo foi comprado por meio de um aplicativo de entregas na unidade Cavalhada da Casa de Bolos, localizada na Zona Sul da Capital. O consumidor percebeu a presença do roedor somente depois de começar a comer o produto.

Fiscalização encontra fezes, urina e alimentos vencidos

Após a denúncia, agentes da Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor (Decon), com apoio da Vigilância Sanitária e da 13ª Delegacia de Polícia da Capital, realizaram inspeções em dois estabelecimentos ligados à empresa, um na Zona Sul e outro na região central de Porto Alegre.

Durante a fiscalização, foram encontrados vestígios de fezes e urina de roedores, inclusive em áreas destinadas ao preparo de alimentos. Os agentes também identificaram produtos com prazo de validade vencido e condições inadequadas de higiene.

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Diante das irregularidades, as duas unidades fiscalizadas foram interditadas. A proprietária foi presa em flagrante por suspeita de crime contra as relações de consumo. A identidade da mulher não foi divulgada pelas autoridades.

Caso levanta alerta sobre segurança dos alimentos

A ocorrência chama a atenção para a importância das condições sanitárias em estabelecimentos que manipulam e comercializam alimentos. A presença de roedores em áreas de preparo pode representar risco de contaminação, enquanto o armazenamento inadequado e a venda de produtos vencidos também podem comprometer a segurança dos consumidores.

Até as informações divulgadas em 14 e 15 de outubro, não havia confirmação pública sobre o estado de saúde do cliente após o consumo do bolo. Também não havia manifestação da empresa confirmada nas reportagens consultadas.

A prisão em flagrante não representa condenação definitiva. O caso deverá ser apurado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e as eventuais responsabilidades.

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