Diesel mais caro pressiona fretes e acende alerta para alimentos no Vale

A alta do diesel começa a pressionar transportadoras, produtores e empresas no Rio Grande do Sul e aumenta a preocupação no Vale do Taquari.
Em Lajeado, principal referência regional pesquisada pela ANP, o diesel S-10 passou de R$ 6,32 para R$ 6,72 por litro em uma semana, alta de aproximadamente 6,3%.
A Petrobras reajustou em R$ 1 por litro o diesel A vendido às distribuidoras desde 17 de setembro, mas o aumento está sendo compensado, neste momento, por uma subvenção federal de mesmo valor.
Mesmo assim, os custos já aparecem em diferentes pontos da cadeia.
A Fetransul confirma pressão sobre os fretes e relata que empresas passaram a antecipar compras e formar estoques diante da incerteza sobre preços e disponibilidade.
No campo, a Farsul recebeu relatos de produtores pagando, em algumas negociações, mais de R$ 1 por litro acima dos valores anteriores.
No Vale do Taquari, o impacto pode atingir especialmente as cadeias de leite, suínos, aves e grãos, além da indústria e do comércio.
A lógica é direta: diesel mais caro aumenta o custo do transporte, pressiona os fretes e pode elevar os custos de produção e distribuição dos alimentos.
Isso não significa, porém, que os preços nos supermercados subirão imediatamente ou na mesma proporção. O repasse depende de contratos, estoques, margens e do tempo que o combustível permanecer mais caro.
Para reforçar o abastecimento, a Petrobras contratou a importação de 650 milhões de litros de diesel para outubro e afirma que não há cenário de desabastecimento generalizado.
Até esta sexta-feira, 25 de setembro, também não há confirmação de paralisação nacional de caminhoneiros relacionada ao atual aumento do diesel.
Para o Vale do Taquari, a principal preocupação agora é quanto tempo essa pressão sobre o combustível permanecerá e até onde ela poderá chegar no custo dos fretes e dos alimentos.






