Vale do Taquari entra na primavera sob alerta para excesso de chuva

A primavera de 2026 começa com cenário de atenção no Vale do Taquari. Prognósticos climáticos apontam tendência de chuva acima da média entre outubro e dezembro, sob influência do El Niño, com maior possibilidade de episódios de instabilidade, temporais e elevações de rios e arroios.
Segundo o Núcleo de Informações Hidrometeorológicas da Univates (NIH), outubro apresenta entre 50% e 60% de probabilidade de registrar volumes de chuva entre os mais elevados da climatologia. Em novembro, esse índice pode chegar a 70% a 100%, dependendo do modelo e da área analisada. A tendência permanece elevada também em dezembro.
Como referência, a estação meteorológica da Univates, em Lajeado, registra média histórica de aproximadamente 552 milímetros de chuva entre outubro e dezembro.
O cenário está relacionado ao El Niño, fenômeno que historicamente favorece maior frequência e volume de precipitação no Rio Grande do Sul, especialmente nos meses de outubro e novembro.
Chuva fora do Vale também exige atenção
Na região, o monitoramento não depende apenas da chuva registrada em Encantado, Muçum, Roca Sales, Lajeado ou Estrela. O comportamento do Rio Taquari é diretamente influenciado pelas precipitações em toda a Bacia Taquari-Antas, especialmente nas áreas mais altas.
Volumes expressivos nas cabeceiras podem provocar elevação do rio horas depois nos municípios localizados mais abaixo na bacia. Por isso, a chuva registrada na Serra e no Alto Taquari-Antas também precisa ser acompanhada.
Temporais entram no radar
A previsão de uma primavera mais chuvosa não significa chuva contínua. A tendência é de períodos de estabilidade intercalados com episódios de maior instabilidade.
A combinação de calor, umidade, frentes frias e áreas de baixa pressão pode favorecer temporais, rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo, fenômenos comuns durante a primavera.
Projeções estaduais também indicam possibilidade de volumes de até 200 milímetros acima da média histórica no trimestre em algumas áreas do Rio Grande do Sul. O dado, porém, não é específico para o Vale do Taquari e não significa que a região receberá esse volume adicional.
Para o Vale, a informação mais consistente neste momento é a tendência de chuva acima da média durante a primavera, principalmente em novembro.
Apesar do cenário, não é possível afirmar que haverá novas enchentes. Previsões sazonais indicam tendências para períodos mais longos, mas não permitem determinar antecipadamente quando ocorrerá uma chuva extrema ou qual nível o Rio Taquari poderá atingir.
O acompanhamento das atualizações do NIH/Univates, Defesa Civil, Serviço Geológico do Brasil e INMET será fundamental ao longo dos próximos meses.






