Dólar se aproxima de R$ 5, enquanto inflação acelera e pressiona juros no Brasil

O dólar iniciou esta sexta-feira (9) em queda, aproximando-se da marca de R$ 5, mesmo após a divulgação de uma inflação acima das expectativas do mercado financeiro. Às 9h57, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,002, com recuo de 0,43%.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, superando a projeção de 0,76% considerada por analistas consultados pela Bloomberg. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,58%.
O resultado aumenta a cautela em relação aos próximos cortes da taxa básica de juros, a Selic, já que a persistência da inflação pode levar o Banco Central a manter uma política monetária mais restritiva.
Eleições e mercado financeiro
Além da inflação, os investidores acompanham o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Na quinta-feira (8), o dólar encerrou o pregão cotado a aproximadamente R$ 5,024, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta, na faixa dos 206,2 mil pontos.
As expectativas sobre a política fiscal do próximo governo, as tensões no Oriente Médio e as oscilações internacionais do petróleo também influenciam o comportamento dos mercados.
Impacto no bolso do consumidor
A queda do dólar pode ajudar a reduzir custos de produtos importados, combustíveis e insumos industriais. Entretanto, esse efeito não é imediato e depende de outros fatores, como impostos, transporte e condições de oferta.
Enquanto isso, a inflação mais elevada pressiona o orçamento das famílias e pode dificultar a redução dos juros, afetando o custo do crédito e do financiamento.
Fonte: Folha de S.Paulo, IBGE, Reuters e informações do mercado financeiro.






