Economia

Inflação volta a pressionar e PIB desacelera no país; RS cresce acima da média nacional

Os economistas consultados pelo Banco Central elevaram novamente a previsão para a inflação brasileira e reduziram a expectativa de crescimento da economia em 2026.

Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28), a projeção para o IPCA passou de 4,92% para 4,99%. Já a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,88% para 1,86%.

A expectativa para a taxa Selic ao final do ano permaneceu em 13,5% ao ano, enquanto a projeção para o dólar segue em R$ 5,20.

RS cresce 3,3% no primeiro semestre

No Rio Grande do Sul, os dados recentes mostram desempenho econômico mais forte. O PIB gaúcho cresceu 3,3% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado.

A agropecuária teve papel decisivo, com expansão de 19,7%. A indústria cresceu 2% e o setor de serviços avançou 1,1%.

Somente no segundo trimestre, o PIB estadual ficou 5,7% acima do registrado no mesmo período de 2025.

Os números não podem ser comparados diretamente com a projeção anual do Focus, já que os 3,3% do RS se referem apenas ao primeiro semestre. Ainda assim, mostram que a atividade econômica gaúcha vinha crescendo em ritmo superior ao projetado para o conjunto do país.

Preços voltam a subir

Na inflação, o indicador regional mais próximo do Rio Grande do Sul é o levantamento do IBGE para Porto Alegre.

Depois de registrar deflação de 0,27% em agosto, o cenário mudou em setembro. O IPCA-E apontou alta de 0,75% na região de Porto Alegre, acima dos 0,70% registrados nacionalmente.

No terceiro trimestre, entre julho e setembro, o índice acumulou alta de 0,52% em Porto Alegre, contra 0,36% no país.

Entre os principais aumentos registrados em setembro na região estão habitação, com 2,56%; despesas pessoais, 1,26%; alimentação e bebidas, 0,54%; e transportes, 0,45%.

O cenário combina, portanto, uma economia gaúcha que apresentou crescimento expressivo no primeiro semestre com a retomada da pressão sobre os preços e juros ainda elevados no país.

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