Duas reuniões distintas foram realizadas na manhã de quarta-feira (21), na Universidade do Vale do Taquari (Univates), em Lajeado. A primeira foi a assembleia geral do Consisa, que discutiu a ampliação das bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o orçamento e a possibilidade de construção de uma nova sede. Em outro encontro, prefeitos, lideranças e representantes de instituições acompanharam a apresentação de um mapeamento de projetos da CoalizãoRS voltado à reconstrução e à resiliência climática do Vale do Taquari.
As agendas trataram de temas diferentes, mas importantes para a região: a melhoria dos serviços de saúde e a articulação necessária para viabilizar projetos de infraestrutura, prevenção de desastres e adaptação às mudanças climáticas.
Consisa discute ampliação das bases do Samu

Na assembleia geral do Consisa, um dos assuntos foi a ampliação da estrutura de atendimento do Samu na região. Durante a reunião, foi mencionada a intenção de passar de seis para 11 bases, com o objetivo de aproximar os serviços da população e agilizar a resposta às ocorrências.
O Consisa informou, em divulgação anterior à reunião, que a estrutura regional contava com cinco bases de Suporte Básico, localizadas em Lajeado, Estrela, Encantado, Teutônia e Arvorezinha, além de duas unidades de Suporte Avançado, em Lajeado e Encantado. O consórcio também indicou planos para novas bases de Suporte Básico em Marques de Souza, Boqueirão do Leão, Arroio do Meio e Dois Lajeados.
A implantação das novas estruturas depende dos encaminhamentos do consórcio. Os prazos e os detalhes sobre a ampliação precisam ser confirmados junto à instituição.
Outro assunto discutido foi a possibilidade de construção de uma nova sede para o Consisa. A proposta busca melhorar a logística e as condições de funcionamento da estrutura, que presta suporte aos municípios em contratações de medicamentos e serviços.
O orçamento do consórcio também esteve na pauta. Durante a assembleia, foi ressaltada a importância da cooperação entre os municípios para enfrentar os desafios da saúde e ampliar a capacidade de atendimento à população.
CoalizãoRS apresenta mapeamento de projetos

Em outra reunião realizada na Univates, foi apresentado o Mapeamento de Projetos Estruturantes para a Reconstrução e Resiliência Climática do Vale do Taquari. O levantamento reúne iniciativas cadastradas pelos municípios, identifica dificuldades para sua execução e aponta as necessidades de apoio para que os projetos avancem.
A iniciativa é realizada pela CoalizãoRS em parceria com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a Univates, a Associação dos Municípios do Alto Taquari (AMAT), a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (AMVAT) e o Consisa.
A proposta é organizar as demandas municipais e aproximá-las de instituições que possam contribuir com suporte técnico, articulação institucional e recursos financeiros. O levantamento considera iniciativas em execução e outras em fase de planejamento, estruturação ou captação de recursos.
Entre as possibilidades de apoio estão a capacitação de gestores, a organização da documentação técnica, a elaboração de estudos e projetos e a busca por financiamento. As necessidades variam conforme a situação de cada iniciativa: alguns projetos precisam de recursos, enquanto outros dependem de estudos técnicos ou de melhor estruturação para avançar.
Durante o encontro, representantes destacaram a importância de uma atuação conjunta entre administrações municipais, instituições públicas, universidades, setor privado e organizações da sociedade civil. A intenção é fazer com que o levantamento sirva de base para a definição de prioridades e para a articulação das condições necessárias à execução dos projetos.
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Encantado destaca iniciativas municipais
O prefeito de Encantado, Jonas Calvi, participou da apresentação e ressaltou a importância de aproveitar as oportunidades de apoio oferecidas pela CoalizãoRS e pelas instituições parceiras.
“A CoalizãoRS fez a captação de projetos de todos os municípios e agora vai auxiliar para que eles possam ser realizados”, afirmou.
Calvi também mencionou iniciativas em andamento no município, entre elas a construção de duas creches e de dois postos de saúde, intervenções de pavimentação, melhorias nos acessos da Subida da Lagoa, da Subida da Chiquinha e da Linha Azevedo, reformas em unidades de saúde, projetos habitacionais e o CAPS.
O prefeito destacou que, além de executar as ações municipais, é importante integrar Encantado às articulações regionais e buscar oportunidades de cooperação com instituições do Rio Grande do Sul e de outras regiões.
A participação no mapeamento permite organizar as necessidades locais e identificar possíveis caminhos para o desenvolvimento dos projetos. A inclusão de uma iniciativa no levantamento, contudo, não significa que os recursos estejam garantidos ou que sua execução esteja assegurada.
Municípios menores também precisam de suporte técnico
Outro tema abordado durante a apresentação foi a dificuldade que algumas administrações municipais enfrentam para elaborar e estruturar projetos. Municípios de menor porte nem sempre contam com equipes técnicas suficientes para desenvolver estudos, preparar documentação e atender às exigências necessárias para buscar financiamentos.
O apoio previsto no mapeamento busca aproximar essas demandas de instituições e profissionais que possam contribuir com planejamento, elaboração de projetos e articulação para obtenção de recursos.
A análise também considera a abrangência territorial de cada iniciativa. Algumas propostas beneficiam apenas um município, enquanto outras podem atender diferentes localidades ou produzir efeitos em toda a região, como intervenções em pontes e estradas.
Criada em 2025, após os eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul, a CoalizãoRS reúne atores públicos e privados, universidades e organizações da sociedade civil para articular iniciativas de reconstrução e fortalecer a resiliência climática do Estado. O Vale do Taquari está entre as áreas prioritárias do movimento.
O mapeamento reúne projetos de municípios como Anta Gorda, Arroio do Meio, Boqueirão do Leão, Canudos do Vale, Colinas, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeados, Doutor Ricardo, Encantado, Estrela, Lajeado, Marques de Souza, Mato Leitão, Muçum, Paverama, Progresso, Putinga, Sério, Taquari, Teutônia, Travesseiro, Venâncio Aires e Vespasiano Corrêa.
A apresentação representa uma etapa de organização das demandas regionais. O avanço das iniciativas dependerá da definição de prioridades, da articulação entre as instituições e da obtenção das condições técnicas e financeiras necessárias para sua execução.










