A Universidade do Vale do Taquari (Univates) avançou 28 posições no indicador de inovação do Ranking Universitário Folha (RUF) 2026 e alcançou o 82º lugar na classificação geral das universidades brasileiras. O levantamento, divulgado pela Folha de S.Paulo em 19 de outubro, mostra que a instituição também melhorou seus resultados em pesquisa e internacionalização.
Na classificação geral, a Univates passou da 83ª para a 82ª posição. A pontuação aumentou de 51,49 para 52,61 pontos. O número de cursos avaliados também cresceu: eram 29 em 2025 e são 39 na edição de 2026.
O RUF avalia instituições de ensino superior brasileiras com base em cinco dimensões: pesquisa, ensino, mercado, internacionalização e inovação. O levantamento também apresenta classificações específicas para cursos de graduação.
Inovação, pesquisa e internacionalização
O avanço mais expressivo da Univates ocorreu no indicador de inovação, no qual passou da 141ª para a 113ª colocação nacional. A pontuação aumentou de 0,83 para 1,26.
Em pesquisa, a universidade avançou da 94ª para a 90ª posição, com a nota passando de 20,79 para 21,97. Já em internacionalização, subiu do 155º para o 138º lugar, com pontuação que aumentou de 1,09 para 1,31.
Cursos também avançam
Entre as graduações com posições comparáveis nas duas edições, Biomedicina passou da 33ª para a 25ª colocação nacional. Engenharia de Controle e Automação avançou do 89º para o 65º lugar, enquanto Ciências Biológicas, denominada Biologia na listagem de 2026, passou da 63ª para a 49ª posição.
Outros cursos também melhoraram suas colocações. Fisioterapia avançou do 76º para o 63º lugar; Pedagogia, do 69º para o 57º; Enfermagem, do 88º para o 79º; Design, do 81º para o 73º; Administração, do 86º para o 82º; e Educação Física, do 39º para o 36º.
Na edição de 2026, outros cursos da Univates aparecem entre os 100 primeiros colocados do país. Psicologia e Ciências Contábeis ocupam a 40ª posição, Medicina aparece em 50º lugar, Odontologia em 66º, Propaganda e Marketing em 85º, Direito em 87º, Nutrição em 88º e Farmácia em 92º.
Para o pró-reitor de Ensino e Extensão, professor Tiago Weizenmann, os resultados ampliam a abrangência da avaliação das graduações e demonstram avanços em diferentes áreas. Ele relaciona o desempenho ao trabalho contínuo de qualificação dos processos de ensino e à dedicação da comunidade acadêmica. Segundo o professor, os indicadores também ajudam a identificar oportunidades de aprimoramento e acompanhar a evolução dos cursos no cenário nacional.
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A reitora da Univates, professora Evania Schneider, afirma que os resultados refletem a trajetória de qualificação da instituição e o compromisso com o desenvolvimento do ensino superior no Rio Grande do Sul. Ela destaca a participação de professores, técnicos-administrativos, estudantes e pesquisadores na evolução dos indicadores e o papel da universidade comunitária na produção de conhecimento, na formação de profissionais e no desenvolvimento regional.
Univates no ranking desde 2019
A participação da Univates no RUF passou por diferentes etapas. Entre 2012 e 2015, a instituição não figurava na classificação geral das universidades. A partir de 2016, começou a aparecer com avaliações de cursos específicos, ainda sem nota ou posição geral.
A entrada efetiva na classificação nacional ocorreu em 2019, quando a universidade alcançou o 123º lugar, com 38,34 pontos. Em 2023, após a retomada da divulgação do ranking, ficou na 120ª posição, com 42,27 pontos.
Em 2024, a Univates chegou à 89ª colocação, com 50,95 pontos, passando a integrar o grupo das 100 melhores universidades brasileiras segundo o levantamento. Em 2025, ficou em 83º lugar, com 51,49 pontos. Na edição de 2026, alcançou a 82ª posição, com 52,61 pontos.
Como funciona o ranking
Criado em 2012 pelo jornal Folha de S.Paulo, o Ranking Universitário Folha compara instituições de ensino superior brasileiras a partir de cinco dimensões: pesquisa, ensino, mercado, internacionalização e inovação.
A dimensão de pesquisa considera a produção científica e a repercussão dos trabalhos acadêmicos. O indicador de ensino contempla aspectos relacionados à formação e à qualificação do corpo docente, além de resultados de avaliações educacionais. Mercado observa a percepção de empregadores sobre as instituições e seus cursos.
A internacionalização considera a inserção da produção acadêmica em redes e circuitos científicos internacionais, enquanto inovação abrange aspectos como patentes e relações com empresas.
Cada dimensão tem um peso específico na composição da nota final. Por isso, a evolução de um indicador não significa necessariamente melhora em todos os demais, assim como a classificação geral não representa, isoladamente, o desempenho de cada curso.










