Dália Alimentos estima exportar até 84 toneladas de pés de galinha por mês para a China

A Dália Alimentos deu um novo passo na ampliação de sua presença no mercado internacional. A cooperativa, com sede em Encantado, teve habilitada sua unidade de aves localizada em Palmas, Arroio do Meio, para exportar produtos avícolas à China.
A autorização abre espaço para um mercado considerado estratégico principalmente pela valorização de cortes e partes do frango que possuem menor retorno comercial em outros destinos. Entre eles estão os pés de galinha, produto com demanda expressiva entre os consumidores chineses e que deverá concentrar os primeiros embarques da cooperativa.
A projeção inicial é movimentar até três contêineres por mês, com aproximadamente 28 toneladas cada. Com isso, a capacidade pode chegar a 84 toneladas mensais, superando mil toneladas em um ano.
Segundo o vice-presidente executivo da Dália, Igor Estevan Weingartner, o acesso ao mercado chinês pode representar uma valorização de aproximadamente 500% para o produto em comparação com algumas das alternativas de comercialização utilizadas atualmente. A lógica é ampliar o aproveitamento econômico da produção, direcionando cada parte da ave aos mercados onde existe maior demanda.
A habilitação ocorre após um processo de avaliação sanitária, que incluiu auditoria remota na planta de Arroio do Meio. A cooperativa já conta com parceiros comerciais para atuar no mercado chinês.
Embarques devem começar nas próximas semanas
Antes das primeiras cargas seguirem para a China, a Dália ainda precisa concluir adequações operacionais, especialmente relacionadas às embalagens e às informações exigidas pelas autoridades chinesas.
A previsão é que essa preparação leve cerca de 30 dias. Com isso, os primeiros contêineres poderão ser enviados entre o final de outubro e o início de novembro.
Além dos pés de galinha, a cooperativa avalia outras oportunidades, como a comercialização de asas, dependendo das condições de mercado.
Habilitação amplia oportunidades para a cooperativa
A entrada na China também reforça a estratégia da Dália de diversificar destinos e agregar valor à produção. O mercado asiático é especialmente importante por apresentar hábitos de consumo diferentes dos brasileiros, criando maior procura por produtos considerados secundários em outros países.
A cooperativa também acompanha a abertura do mercado chinês para miúdos suínos. A intenção é estudar as exigências do novo protocolo sanitário e buscar, futuramente, a habilitação para atuar nesse segmento.
Além da Dália, outros frigoríficos brasileiros também receberam novas autorizações para comercializar produtos no mercado chinês, ampliando a presença da proteína animal brasileira no país asiático.






