Vinícola gaúcha aposta em uvas raras e mira faturamento de R$ 350 milhões em 2026

A Cooperativa Vinícola Garibaldi, na Serra Gaúcha, aposta em variedades de uvas pouco conhecidas no Brasil para ampliar sua produção e alcançar um faturamento de R$ 350 milhões em 2026. A estratégia combina inovação, lançamento de novos vinhos e expansão das vendas de espumantes e bebidas sem álcool.
Desde 2019, a cooperativa mantém um vinhedo experimental em Santa Tereza, onde são avaliadas cerca de 60 variedades de uvas de diferentes países. Entre elas estão cultivares originárias da Chéquia e da Hungria, utilizadas em rótulos como o Garibaldi VG Pálava e o In Veritas Irsai Oliver.
A cooperativa também pesquisa uvas conhecidas como PIWI, que apresentam maior resistência a doenças fúngicas. O objetivo é identificar variedades capazes de se adaptar melhor às condições climáticas da Serra Gaúcha e reduzir os riscos enfrentados pelos produtores.
Espumantes impulsionam crescimento
Os espumantes seguem como um dos principais negócios da Garibaldi, com previsão de gerar R$ 170 milhões em receitas neste ano. A cooperativa também amplia sua atuação no segmento de bebidas sem álcool, impulsionada pelo crescimento da procura.
Em 2025, a organização registrou faturamento de R$ 322 milhões. Para 2026, a projeção é atingir entre R$ 340 milhões e R$ 350 milhões.
Fundada em 1931, a cooperativa reúne aproximadamente 470 produtores associados, distribuídos em 18 municípios gaúchos. Com investimentos em pesquisa e diversificação, busca fortalecer a competitividade da vitivinicultura regional e ampliar as oportunidades de mercado para a agricultura familiar.






