Arena

Gabriel Farias@o_gabrielfarias

Messi

3 min de leitura

Na terça-feira, Lionel Messi vestiu pela última vez a camisa da seleção argentina. Contra Benim, em Buenos Aires, encerrou uma trajetória de 21 anos com a naturalidade que marcou sua carreira: um gol e duas assistências na vitória por 3 a 0.

A despedida fecha um ciclo que parecia incompleto por muito tempo. Vieram as frustrações, as finais perdidas e as cobranças. Depois, os títulos: duas Copas América, a Finalíssima e, acima de todos, a Copa do Mundo de 2022. Messi também conquistou o ouro olímpico e o Mundial Sub-20. Com a camisa argentina, deixa números que talvez pareçam irreais por muito tempo: 208 partidas e 126 gols.

Para mim, Messi é o maior jogador que vi jogar. Seu futebol sempre me passou uma sensação rara: a de que aquilo que parecia impossível para os outros acontecia com simplicidade nos pés dele. A bola obedecia. O drible surgia sem alarde. O passe encontrava o espaço antes mesmo de ele se abrir.

Isso não significa que faltasse esforço. Messi também precisou insistir, suportar críticas e seguir tentando até conquistar o que lhe cobravam. Mas sua trajetória reacende uma discussão antiga: talento ou dedicação? Cristiano Ronaldo, seu grande rival de época, tornou-se símbolo de disciplina e trabalho. Messi, sem deixar de trabalhar, parecia fazer do talento uma forma de expressão quase natural. Talvez a grandeza dos dois esteja justamente em mostrar que caminhos diferentes podem levar ao topo.

A Copa do Mundo de 2022 deu à sua história uma imagem definitiva. Messi marcou em todas as fases do torneio — da fase de grupos à final — e levantou o troféu que perseguiu por tantos anos. Também é o recordista de partidas disputadas em Copas do Mundo, com 34 jogos.

O anúncio da aposentadoria da seleção se soma a outra sensação: a de que estamos cada vez mais perto de nos despedir de Messi também dos gramados. Não sabemos quanto tempo ainda haverá de futebol com ele. Sabemos, porém, que cada partida daqui em diante será vista com a consciência de que estamos assistindo aos últimos capítulos de uma carreira extraordinária.

Sou fã de futebol, e, mesmo sendo argentino, Messi é um craque que aprendi a admirar e a gostar. Sua despedida deixa saudade antes mesmo de o jogo acabar. Obrigado por tudo, Leo Messi. Foi um privilégio ver você jogar.

Receba as principais do diaComunidade no WhatsApp, sem spamEntrar
Viu algo acontecendo?Mande foto, vídeo ou sugestão de pautaEnviar
Siga no GoogleVeja o FORÇA DO VALE primeiro nas buscasFonte preferida

Leia também

Arena

Lajeadense à deriva

O Lajeadense, único clube profissional da região, amarga a lanterna da Divisão de Acesso do futebol gaúcho, com apenas dois pontos em…

Últimas