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FBI terá centro antiterrorista no Paraguai, na fronteira com o Brasil

Complexo militar será instalado próximo a Foz do Iguaçu com foco em grupos extremistas e crime organizado

reportagem2 min de leitura

Um novo centro antiterrorista será instalado na região da Tríplice Fronteira, entre Paraguai, Brasil e Argentina, com envolvimento direto do FBI. O projeto faz parte de um acordo bilateral entre Paraguai e Estados Unidos, assinado nesta quinta-feira (14), para reforçar o controle migratório e o combate ao crime transnacional.

A base será equipada com armamentos modernos e forças especiais treinadas por agentes americanos. Segundo o governo paraguaio, o investimento previsto é de cerca de R$ 7 milhões, com estrutura para abrigar até 120 militares.

Cooperação internacional

O acordo entre os dois países também prevê agilidade no tratamento de pedidos de asilo e proteção internacional, com foco em inibir a imigração irregular e ampliar o intercâmbio de informações de segurança.

Durante a assinatura, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, citou o combate à migração ilegal e ao narcotráfico como prioridades conjuntas:

“Ambos os países estão preocupados com ameaças à segurança nacional. Esta parceria é essencial para enfrentá-las”, afirmou Rubio.


Alvos da nova base

O centro terá como foco membros do grupo Hezbollah e facções do crime organizado. De acordo com o governo dos EUA, cartéis de drogas atuam na região usando rotas internacionais para o envio de entorpecentes aos Estados Unidos.

Nos últimos meses, a gestão do presidente Donald Trump intensificou ações contra o tráfico, incluindo a assinatura de uma diretiva militar para operação de forças norte-americanas em solo estrangeiro.

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Entre os grupos listados como terroristas pelos EUA estão:

  • Tren de Aragua (Venezuela)

  • Cartel de los Soles (ligado ao governo Maduro)

  • Cartel de Sinaloa (México)

Facções brasileiras como PCC e Comando Vermelho também chegaram a ser analisadas para classificação como organizações terroristas, proposta que foi recusada pelo governo brasileiro em maio.

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