Trump autoriza fuzilamento e EUA podem ter primeira execução militar em 65 anos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a execução por pelotão de fuzilamento do ex-major do Exército Nidal Malik Hasan, condenado pelo ataque que matou 13 pessoas e deixou outras 32 feridas em Fort Hood, no Texas, em 2009.
A decisão pode entrar para a história dos Estados Unidos. Se a execução for cumprida, será a primeira realizada pelas Forças Armadas norte-americanas desde 1961, encerrando um período de 65 anos sem aplicação da pena de morte pelo sistema militar. Também será a primeira execução militar por pelotão de fuzilamento desde 1945.
A execução está marcada para 3 de dezembro de 2026, em Fort Hood. Trump aprovou a sentença de morte em 2 de outubro, e o Exército formalizou posteriormente a data e o método.
Hasan era psiquiatra do Exército e tinha 39 anos quando, em 5 de novembro de 2009, abriu fogo contra militares que estavam na base. O ataque deixou 13 mortos e 32 feridos. Durante a reação policial, ele foi baleado e ficou paralisado da cintura para baixo.
Em 2013, um tribunal militar condenou Hasan à morte por 13 acusações de homicídio premeditado e 32 de tentativa de homicídio premeditado. Durante o julgamento, ele reconheceu ser o autor dos disparos.
Hasan afirmou que pretendia impedir que militares norte-americanos fossem enviados ao Afeganistão. Na época, ele próprio estava próximo de ser enviado ao país.
A condenação passou por diferentes recursos judiciais ao longo dos anos. Em 2025, a Suprema Corte dos Estados Unidos recusou analisar um recurso apresentado pela defesa, mantendo aberta a possibilidade de execução.
Mesmo com a autorização presidencial e a definição da data, a defesa ainda pode recorrer à Justiça federal na tentativa de suspender ou adiar o procedimento.






