Guerra na Ucrânia

Rússia e Ucrânia mantêm ataques contra alvos de energia apesar de anúncio de Trump

Rússia lançou cerca de 200 drones contra a Ucrânia durante a madrugada, enquanto Kiev atacou uma refinaria russa; Zelensky condiciona trégua a garantias de que Moscou também interromperá as ofensivas

Silas SantosAtualizado em 11/10/2026 às 01h552 min de leitura
Bombeiros combatem incêndio em estrutura de energia durante operação noturna de combate às chamas.
Bombeiros combatem incêndio em estrutura de energia durante operação noturna de combate às chamas.

Rússia e Ucrânia mantiveram, nesta terça-feira (15), ataques contra estruturas ligadas ao setor energético, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que os dois países haviam concordado em suspender esse tipo de ofensiva.

Mundo Durante a madrugada, a Rússia lançou cerca de 200 drones contra Kiev e outras cidades ucranianas. Segundo autoridades da Ucrânia, os ataques atingiram postos de combustível, estruturas de energia e instalações portuárias. Duas pessoas morreram.

A Ucrânia, por sua vez, atacou uma refinaria de petróleo em Syzran, na região russa de Samara. Também foram registrados ataques contra instalações ligadas à produção de drones nas regiões de Taganrog e Oryol, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O episódio ocorre após Trump afirmar, na segunda-feira (14), que Rússia e Ucrânia haviam concordado em não atacar as infraestruturas energéticas uma da outra. O presidente norte-americano não apresentou detalhes sobre um eventual acordo formal.

Zelensky afirmou que a Ucrânia está disposta a interromper os ataques contra instalações energéticas russas, mas exige garantias confiáveis de que Moscou também cumpra a suspensão. O Kremlin declarou que considera positiva a proposta de uma moratória, mas associou a medida também à retirada de sanções sobre o setor energético russo.

A tentativa de estabelecer uma trégua específica para instalações de energia ocorre em meio aos impactos do conflito sobre o mercado de combustíveis. Trump atribuiu a alta do diesel à guerra entre Rússia e Ucrânia e defendeu a interrupção dos ataques contra refinarias russas.

Até esta terça-feira, porém, não havia uma suspensão efetiva dos ataques energéticos, apesar do anúncio feito por Trump.

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