Mundo O papa Leão XIV votou pelo correio nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, informou o Vaticano nesta sexta-feira. Crítico de Donald Trump, ele se tornou o primeiro líder da Igreja Católica conhecido a participar de um pleito nacional durante o exercício do pontificado.
Cidadão americano, o sumo pontífice mantém o direito de votar em seu país de origem. Não existe uma regra geral da Igreja Católica que proíba um papa de participar de eleições nacionais.
Leão XIV exerceu seu direito ao voto sempre que esteve habilitado a fazê-lo, segundo o comunicado do Vaticano reproduzido pelo site Vatican News. Desta vez, enviou uma cédula pelo correio de Chicago, cidade onde nasceu. A Santa Sé também informou que o papa participou de eleições no Peru durante os anos em que viveu no país, antes de se tornar papa — ele tem nacionalidade americana e peruana.
“O Santo Padre expressa sua convicção no direito e no dever dos cidadãos de participar dos processos democráticos”, diz trecho do comunicado.
Não existem registros de outros papas que tenham participado de uma eleição nacional. Michael Walsh, historiador britânico e autor de livros sobre o papado, afirmou à CNN que Leão XIV provavelmente é o primeiro pontífice a votar em uma eleição democrática.
O papa continua registrado como eleitor em New Lenox, subúrbio de Chicago onde vive seu irmão John Prevost, de acordo com a imprensa americana. Registros eleitorais indicam que ele participou de primárias tanto do Partido Republicano quanto do Partido Democrata nos últimos anos, além de ter votado na eleição presidencial de 2024.
No início do ano, o papa e o presidente americano Donald Trump trocaram críticas a respeito da repressão à imigração e ao conflito com o Irã. Desde sua eleição como papa, em maio de 2025, Leão XIV tem incentivado que as pessoas manifestem suas opiniões sobre a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.









