O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta segunda-feira (26) a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas questionou a legitimidade do resultado sem apresentar, na declaração divulgada, elementos que sustentassem a suspeita. Já o presidente da Argentina, Javier Milei, ainda não havia parabenizado publicamente o brasileiro até as últimas informações consultadas.
Em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira, Trump afirmou que gosta de Lula, mas colocou em dúvida o resultado das eleições brasileiras.
“Eu gosto do Lula, me dou bem com ele, mas as eleições parecem ter sido fraudadas”, declarou o presidente norte-americano, conforme reportagem publicada pela Folha de S.Paulo.
A manifestação ocorreu depois de Trump permanecer em silêncio sobre o resultado no domingo (25), quando a vitória de Lula foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Até o momento das informações consultadas, não havia registro de uma felicitação formal de Trump a Lula pela vitória. A declaração do republicano representa um posicionamento público sobre a disputa, mas não equivale a um reconhecimento formal do resultado eleitoral.
Governo dos Estados Unidos adiou comunicado
A postura de Trump ocorre em meio à contestação feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno. Após o resultado, ele questionou a eleição e pediu a anulação do pleito, alegando irregularidades relacionadas à ampliação do horário de votação determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o Departamento de Estado norte-americano já havia preparado um comunicado de felicitação pela eleição brasileira, mas a publicação foi suspensa por orientação para que o governo avaliasse a situação após as declarações de Flávio.
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A embaixada dos Estados Unidos no Brasil não informou quando o comunicado seria divulgado. A informação sobre a suspensão foi publicada nesta segunda-feira.

Milei apoiou Flávio Bolsonaro durante a campanha
Na Argentina, Javier Milei também não havia enviado uma felicitação direta a Lula até as últimas informações consultadas. O presidente argentino declarou apoio a Flávio Bolsonaro durante a campanha e fez críticas públicas ao petista antes do segundo turno.
Na semana anterior à votação, Milei publicou uma mensagem questionando Lula e afirmando esperar que o presidente brasileiro não “roubasse” a eleição. A declaração provocou reação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que classificou a manifestação como uma tentativa inaceitável de ingerência externa no processo democrático brasileiro.
Após a divulgação do resultado, o argentino também compartilhou publicações críticas a Lula nas redes sociais. Até as informações disponíveis, porém, não havia publicado uma mensagem direta parabenizando o presidente brasileiro pela vitória.
Outros líderes internacionais cumprimentaram Lula
Enquanto Trump questionou a eleição e Milei não enviou felicitação direta, outros representantes estrangeiros parabenizaram Lula pela vitória.
Entre os primeiros líderes latino-americanos a se manifestarem estiveram os presidentes do Paraguai, Santiago Peña, da Bolívia, Rodrigo Paz, e do Panamá, José Raúl Mulino. Outros dirigentes internacionais também reconheceram o resultado e destacaram a disposição de manter a cooperação com o Brasil.
A repercussão internacional ocorre após a conclusão do segundo turno das eleições brasileiras, realizado no domingo (25), que confirmou a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro.









