Uma adolescente de Jaraguá, no interior de Goiás, foi vítima de chantagem virtual após conhecer um homem por meio do jogo on-line Roblox. Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria utilizado um vídeo íntimo enviado pela jovem para ameaçá-la e obrigá-la a provocar ferimentos no próprio corpo.
De acordo com o delegado Glênio Ricardo Alves da Costa, o contato começou dentro do jogo e, posteriormente, passou para o TikTok, onde o homem se identificava pelo nome de usuário “God”.
Conforme o relato apresentado à polícia, depois de receber um vídeo íntimo da adolescente, o suspeito passou a fazer ameaças e exigências. Entre elas, teria obrigado a jovem a provocar cortes no próprio corpo e escrever o apelido utilizado por ele.
O delegado informou ainda que o homem teria exigido que a adolescente instalasse outro aplicativo, com uma sala de bate-papo da qual participavam outros homens. Nesse ambiente, ela teria sofrido novas ameaças para escrever os nomes dos participantes no próprio corpo.
Adolescente procurou ajuda da família
Após os episódios, a adolescente contou o que estava acontecendo aos pais. Na sexta-feira (16), ela compareceu à Delegacia de Polícia de Jaraguá acompanhada da mãe para registrar a denúncia.
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Segundo o delegado, um exame pericial constatou a existência de lesões corporais. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias das ameaças e identificar o responsável.
A identidade do suspeito não havia sido divulgada nas informações consultadas. A idade da adolescente também não foi informada.
Polícia alerta para riscos nos ambientes digitais
Diante do caso, o delegado reforçou a necessidade de atenção dos pais e responsáveis às atividades de crianças e adolescentes na internet, especialmente em jogos on-line, redes sociais e aplicativos de mensagens.
A orientação é acompanhar os contatos realizados nesses ambientes e manter um diálogo aberto para que os jovens possam relatar situações de ameaça ou chantagem.
Em casos semelhantes, a recomendação é procurar imediatamente as autoridades, preservar mensagens e registros das ameaças e evitar a divulgação de imagens íntimas da vítima. Denúncias de violência contra crianças e adolescentes também podem ser feitas pelo Disque 100.






