Política

STF identifica milhares de ameaças de morte contra ministros nas redes sociais

Um relatório interno de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) identificou milhares de mensagens com ameaças de morte e agressões contra ministros da Corte. Entre as publicações estão referências a fuzilamento, explosões, enforcamento e esquartejamento. Trechos do levantamento foram divulgados nesta sexta-feira, 9 de outubro, pelo ministro Flávio Dino, em seu perfil no Instagram.

Segundo o documento, a rede social X, antigo Twitter, concentra o maior volume e a maior proporção de publicações hostis contra o tribunal e seus integrantes.

As mensagens apresentadas foram publicadas em outubro de 2026, inclusive após o primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4). Entre os ministros mencionados nas ameaças estão Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

O relatório completo não foi divulgado publicamente.

Dino afirma que não mudará sua atuação

Ao compartilhar o material, Flávio Dino relacionou as ameaças à disseminação de informações falsas e à incitação à violência. O ministro afirmou que continuará exercendo suas funções normalmente, apesar das intimidações.

Dino também destacou que cidadãos insatisfeitos com decisões judiciais devem utilizar os recursos previstos na legislação, em vez de recorrer a ameaças e agressões.

Para o ministro, a intimidação de magistrados representa um risco à independência do Poder Judiciário e à própria Constituição.

Ameaças reforçam preocupação com a segurança

Ataques e ameaças contra integrantes do STF não são recentes. Em 2019, foi instaurado o chamado Inquérito das Fake News, destinado a investigar, entre outros fatos, ameaças e ataques contra ministros do tribunal.

O novo levantamento amplia a preocupação com a circulação de conteúdos violentos nas plataformas digitais e seus possíveis reflexos na segurança das autoridades.

Até a tarde desta sexta-feira (9), não foram divulgadas informações completas sobre a identificação dos autores das mensagens apresentadas nem sobre eventuais providências específicas relacionadas a cada ameaça.

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