Direitos trabalhistas

Fim da escala 6×1: Senado pode votar nesta quarta-feira proposta que garante dois dias de folga

PEC prevê redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial; texto precisa de 49 votos favoráveis em dois turnos para ser aprovado

Silas Santos2 min de leitura
Senadores discutem em plenário a proposta de emenda constitucional que altera a escala de trabalho.
Senadores discutem em plenário a proposta de emenda constitucional que altera a escala de trabalho.

Política O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira (14), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. A medida propõe a adoção da escala 5×2, com dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários.

A votação foi marcada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após o avanço das discussões no plenário. O texto já recebeu aprovação da Câmara dos Deputados e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O que muda para os trabalhadores

Pela proposta, a mudança ocorrerá de forma gradual. Sessenta dias após a eventual promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima será reduzida de 44 para 42 horas semanais, com garantia de dois dias de descanso remunerado. Após mais 12 meses, o limite passará para 40 horas semanais, mantendo os salários.

A alteração busca proporcionar mais tempo para descanso, convivência familiar e atividades pessoais, além de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.

O que falta para a aprovação

Por se tratar de uma alteração na Constituição Federal, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores, em dois turnos de votação.

Se aprovada sem alterações em relação ao texto enviado pela Câmara dos Deputados, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional. Caso o Senado modifique o conteúdo, será necessária uma nova análise pelos deputados.

Até que a tramitação seja concluída e a emenda promulgada, as regras atuais continuam em vigor. Portanto, a votação desta quarta-feira representa um passo importante, mas ainda não significa o fim imediato da escala 6×1.

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