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Anvisa debate regulamentação de cigarros eletrônicos

Oficialmente, são conhecidos como Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) e são proibidos no Brasil desde 2009.

Redação2 min de leitura
Man smokes an electronic cigarette in town .
Man smokes an electronic cigarette in town .

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a receber, a partir desta segunda-feira (11), evidências técnicas e científicas sobre o uso dos cigarros eletrônicos – ou vapes – como dados sobre a segurança do uso. 

Oficialmente, são conhecidos como Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) e são proibidos no Brasil desde 2009. O relatório parcial da agência sugere que as proibições continuem e que sejam implementadas novas ações de fiscalização.

Eles chegaram como uma alternativa para quem pretendia parar de fumar, mas os pods, vapers e juuls  parecem estar mais viciantes do que nunca. Com o passar do tempo, os vapers estão “trocando de roupa” — com novas cores, formatos e sabores —, atraindo cada vez mais o público jovem.

Qual é a diferença entre um cigarro convencional e o eletrônico?

As escolas em alerta

Com a retomada das aulas presenciais, os colégios brasileiros estão fazendo comunicados aos pais e abordando em aulas os riscos das substâncias. Pelo preço — um vape pode custar de R$ 60 a R$ 680 —, o hábito é mais comum em escolas particulares. Segundo relatos dos estudantes, os cigarros são passados de mão em mão ou dentro dos estojos.

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O que dizem os fabricantes?

As empresas de tabaco Philip Morris Brasil (fabricante do Marlboro, L&M e Chesterfield) e a BAT Brasil (indústria do Belmont, Derby e Dunhill) argumentam que, com a regulamentação das vendas, seria possível controlar a quantidade de compostos tóxicos dos cigarros eletrônicos.

O vape mata!

O CDC (Center for Disease Control) e o FDA ( Food and Drug Administration) dos Estados Unidos, instituições cuja credibilidade dispensam apresentações, fizeram um alerta grave: os cigarros eletrônicos podem ser responsáveis por uma doença pulmonar que pode levar à insuficiência respiratória e eventualmente óbito. Até o dia 30 de agosto de 2021, foram notificados 354 casos em 29 estados americanos.

Não se sabe ainda a causa exata desta doença pulmonar. Não se acredita que a causa esteja ligada às substâncias como aromatizantes, nicotina ou THC, por exemplo. 

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