Polícia

MPRS denuncia ex-padrasto por feminicídio de adolescente em Encantado

Silas Santos3 min de leitura

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou, nesta quarta-feira (9), Wagno Arezi Henika, de 40 anos, pelo feminicídio de Alice Levandoski Nitz, de 14 anos, ocorrido em 17 de agosto, em Encantado. A denúncia representa um novo avanço no processo após a Polícia Civil concluir a investigação e indiciar o ex-padrasto da adolescente pelo mesmo crime.

Conforme a acusação apresentada pelo promotor de Justiça Heráclito Mota Barreto Neto, o crime ocorreu após um desentendimento relacionado a questões financeiras. O MPRS sustenta que o homicídio foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo a denúncia, após a discussão, Alice teria sido atingida com golpes de martelo na cabeça. Na sequência, o acusado teria utilizado uma faca e desferido golpes na região cervical da adolescente, provocando a morte ainda no local.

O Ministério Público afirma que Alice estava desarmada e em um ambiente fechado, sem possibilidade de defesa eficaz diante do ataque.

Após o crime, conforme a investigação, Henika teria comunicado familiares de que havia matado a adolescente e deixado o local antes da chegada da Brigada Militar.

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A Polícia Civil já havia concluído o inquérito no fim de agosto e indiciado Henika por feminicídio. Segundo as informações divulgadas na época, ele confessou o crime e permanece preso preventivamente. A investigação também havia apontado que Alice tratava o ex-padrasto como pai e que ele havia mantido um relacionamento de cerca de 13 anos com a mãe da adolescente.

A investigação policial também descartou as hipóteses de violência sexual e de vicaricídio. A perícia apontou ferimentos provocados por faca como causa da morte, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil.

Agora, com a denúncia, o MPRS requer que o acusado seja submetido ao Tribunal do Júri. O Ministério Público também solicita que seja estabelecido um valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.

Em manifestação sobre o caso, o promotor Heráclito Mota Barreto Neto afirmou que a denúncia foi apresentada com base nos elementos reunidos durante a investigação e que o MPRS continuará acompanhando o processo judicial.

O caso seguirá para análise da Justiça. A denúncia é a acusação formal apresentada pelo Ministério Público, e a responsabilidade criminal do acusado ainda será definida pelo Poder Judiciário.

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