Os quatro réus julgados pela morte de Paula Perin Portes deixaram o Tribunal do Júri de Soledade condenados e com mandados de prisão expedidos na noite de sexta-feira (23). O juiz José Pedro Guimarães determinou o cumprimento imediato das penas em regime inicial fechado.
A maior condenação recaiu sobre Dionatan Portella da Silva: 21 anos de reclusão, sendo 19 anos pelo homicídio e dois anos pela ocultação de cadáver, além de multa de 15 dias-multa. O magistrado considerou a reincidência do réu e o tempo em que o corpo permaneceu desaparecido — fator que impediu a família de realizar o velório e o sepultamento.
O convite que levou à emboscada
Micael Willian Rossi Ortiz foi sentenciado a 20 anos de reclusão por homicídio qualificado. Na sentença, o juiz destacou que foi ele quem convidou Paula para o imóvel onde o crime ocorreu.
Os outros dois réus tiveram penas reduzidas porque os sete jurados reconheceram participação de menor importância. Gesriel da Cunha Wedy pegou 10 anos e João Albino Abegg dos Santos, 9 anos e 4 meses. No caso de João Albino, uma das qualificadoras foi afastada.
Quatro dias de julgamento
O júri começou na terça-feira (20) e ouviu nove testemunhas, além de interrogar os quatro acusados. Os debates entre acusação e defesas se estenderam de quinta-feira (22) até a tarde de sexta-feira, com réplica e tréplica, antes da votação reservada dos jurados.
A sessão foi realizada na Câmara de Vereadores de Soledade. Ao encerrar, o juiz José Pedro Guimarães agradeceu aos profissionais e jurados envolvidos e manifestou o desejo de que a conclusão do julgamento represente um recomeço para as famílias de Paula e dos condenados.
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O tempo de prisão já cumprido e eventuais progressões de regime serão analisados pelo juízo da execução penal. As decisões ainda admitem recurso.
Com informações de ClicSoledade










