Júri em soledade

Júri do caso Paula Perin Portes mobiliza policiamento e provoca bloqueios no trânsito

Julgamento de quatro acusados pela morte da jovem de 18 anos está previsto para durar até sexta-feira (23); 18 testemunhas devem ser ouvidas

Silas Santos3 min de leitura
Policiamento bloqueia rua em frente à Câmara de Vereadores de Soledade durante júri do caso Paula Perin Portes.
Policiamento bloqueia rua em frente à Câmara de Vereadores de Soledade durante júri do caso Paula Perin Portes.

A manhã desta terça-feira (20) foi marcada por movimentação policial e bloqueios no trânsito nas proximidades da Câmara de Vereadores de Soledade, onde foi marcado para as 9h30 o início do Tribunal do Júri dos quatro homens acusados pela morte de Paula Perin Portes. O crime ocorreu em junho de 2020, quando a jovem tinha 18 anos.

Um esquema especial de segurança foi organizado para acompanhar o julgamento, com controle da circulação de veículos e pedestres no entorno do prédio. A sessão ocorre na Câmara porque o salão do Tribunal do Júri do Fórum está interditado para obras de revitalização.

O julgamento será presidido pelo juiz de Direito José Pedro Guimarães, titular da Vara Criminal da Comarca de Soledade. Estão previstos os depoimentos de 18 testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios dos quatro réus.

Conforme o planejamento apresentado pelo magistrado, esta terça e a quarta-feira (21) serão destinadas à produção de provas. Na quinta-feira (22), devem ocorrer os debates entre acusação e defesa, seguidos da decisão dos jurados. O veredito poderá ser anunciado na noite de quinta-feira ou na sexta-feira (23), dependendo do andamento dos trabalhos.

Respondem ao processo Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos. Os quatro são acusados de homicídio qualificado, com emprego de asfixia, dissimulação e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Um deles também responde por ocultação de cadáver.

Restrições no trânsito

Em razão do julgamento, foram organizadas interdições e alterações na circulação de veículos na região central de Soledade, especialmente na Avenida Marechal Floriano Peixoto e nas proximidades da Câmara de Vereadores e do Largo da Matriz.

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A orientação é para que motoristas redobrem a atenção à sinalização e utilizem trajetos alternativos durante os trabalhos do Tribunal do Júri.

Crime ocorreu há mais de seis anos

Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Paula foi morta por asfixia na madrugada de 11 de junho de 2020, em um imóvel no bairro Fontes, em Soledade.

A acusação sustenta que a jovem teria presenciado agressões contra uma amiga e passado a ser considerada uma ameaça por poder revelar informações envolvendo um dos acusados.

Após o crime, o corpo teria sido levado para uma propriedade rural e posteriormente transferido para outra área, na localidade de Rincão do Bugre, onde foi encontrado em 16 de agosto de 2020.

O julgamento ocorre após sucessivos adiamentos, incluindo a suspensão determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em abril deste ano, após questionamentos do Ministério Público relacionados à produção de provas testemunhais.

Caberá agora ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade criminal dos quatro acusados, que têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

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