Vorcaro diz ter pago propina ao Instituto Lula para obter negócios com o governo

Daniel Vorcaro, do Banco Master, afirmou ter feito pagamentos para um documentário sobre Lula e ao Instituto Lula em troca de acesso a fundos de pensão. A acusação foi publicada pela Veja nesta sexta-feira (9 de outubro).
Segundo a reportagem, o relato menciona R$ 30 milhões em espécie para a produção do filme Lula, de Oliver Stone, e outros valores, não detalhados, destinados ao instituto. Os repasses teriam sido negociados para abrir espaço ao banco em investimentos de entidades de previdência de estatais.
Vorcaro atribui ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto a cobrança de 10% sobre os recursos captados. O relato também menciona Alexandre Padilha e Olavo Noleto nas articulações envolvendo fundos como Previ, Petros e Postalis.
Proposta de delação rejeitada
A Veja informa que o caso integrou uma proposta de delação apresentada em junho, rejeitada pela Procuradoria-Geral da República. Segundo a revista, a PGR apontou falta de provas; a defesa sustentou que havia mensagens e registros das entregas de dinheiro.
Ainda conforme a publicação, as captações pretendidas pelo Master nos fundos federais não se concretizaram.
Lula e produção do filme negam
À Veja, Lula negou ter solicitado ou recebido vantagens financeiras e autorizado terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome. Padilha e Noleto negaram relação com o ex-banqueiro. Os demais citados não responderam até o fechamento da reportagem da revista.
Em maio, os diretores e produtores do documentário já haviam negado financiamento de Vorcaro, do Master ou de empresas e fundos associados. A manifestação foi enviada à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. O filme, dirigido por Oliver Stone e Rob Wilson, foi lançado em 2024.
Na quinta-feira (8), o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, também negou o financiamento. À coluna Painel, da Folha, anunciou que pediria à Polícia Federal uma investigação sobre informações de que Vorcaro teria sido estimulado a apresentar um relato falso em troca de benefícios judiciais. Essa é a alegação do grupo, alinhado ao governo Lula.






