Eleições 2026

Flávio cobra TSE após propaganda eleitoral ir ao ar sem som em rede nacional

Falha ocorreu em todos os sinais de TV aberta; EBC é apontada como origem, e campanha do PL pede investigação

Redação4 min de leitura

A falha atingiu todos os sinais de TV aberta e também plataformas de streaming como o Globoplay, segundo relatos de telespectadores. A propaganda entrou no ar com imagem, mas completamente muda — algo que, conforme o próprio candidato, nunca havia acontecido em campanhas presidenciais anteriores.

A peça havia sido preparada especialmente para o feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado nesta segunda-feira. O programa abria com homenagem à padroeira do Brasil e rebatia notícias falsas que circularam nas redes associando Flávio a uma suposta intenção de retirar o título da santa, caso eleito.

Campanha diz que material estava em ordem

Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que o material foi entregue “em perfeitas condições” e “averiguado e auditado pela plataforma homologada”. Segundo apuração do SBT News, a origem da falha teria sido a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), responsável pela geração do sinal do pool de mídia das eleições.

A equipe do candidato informou ter acionado o Tribunal Superior Eleitoral para investigar o ocorrido. O TSE, por meio do Pool de Mídia das Eleições 2026, coordena a distribuição do sinal da propaganda eleitoral para as emissoras. Até o fechamento desta reportagem, a EBC não havia se manifestado publicamente sobre a falha.

“Não vão calar minha voz”

Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para criticar o episódio. Em vídeo publicado na tarde desta segunda, o candidato classificou a falha como algo além de um problema técnico:

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Hoje, pela primeira vez na história de uma campanha presidencial, o meu programa eleitoral foi transmitido sem som, mudo. O do Lula estava tudo ok, mas o meu foi transmitido sem som. Não existe coincidência. Eles acham que vão conseguir calar minha voz, mas não vão, não adianta.

A repercussão foi imediata. Nas redes, apoiadores do candidato classificaram o episódio como tentativa de censura. Flávio também compartilhou o conteúdo completo da propaganda para que eleitores pudessem assistir e redistribuir por conta própria.

Participações e conteúdo

O programa tinha 2 minutos e 30 segundos e, além da homenagem religiosa, abordou o preço dos alimentos. Contou com depoimentos da senadora Tereza Cristina (União), da ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL), e do escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, derrotado em 5 de outubro. O programa também destacou a bancada do PL eleita para o Congresso.

Lula teve transmissão normal

Enquanto a propaganda de Flávio ficou sem áudio, o programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, foi exibido sem qualquer problema técnico. A peça petista focou no custo de vida e em medidas para ampliar o poder de compra das famílias, além de mencionar o Dia das Crianças e o Dia de Nossa Senhora Aparecida.

O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro. Pelo calendário do TSE, os programas dos dois candidatos serão exibidos entre 9 e 23 de outubro, em bloco de 10 minutos diários divididos igualmente, além de inserções ao longo da programação.

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