Possível nepotismo

MPRS recomenda que prefeito de Soledade exonere esposa de cargo público

Promotoria deu dez dias para o município comprovar o afastamento da diretora-geral de Governo

Silas SantosAtualizado em 15/10/2026 às 12h252 min de leitura

Rio Grande do Sul O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) recomendou que o prefeito de Soledade exonere a própria esposa do cargo de diretora-geral de Governo e Assuntos Estratégicos do município. Segundo a Promotoria de Justiça, a nomeação pode configurar nepotismo.

O prefeito tem dez dias, a partir do recebimento da recomendação, para realizar a exoneração e encaminhar à Promotoria uma cópia do ato administrativo. O órgão também orientou que a esposa não seja nomeada para outro cargo abrangido pela vedação ao nepotismo.

Análise jurídica

A investigação apontou que o cargo ocupado pela mulher é de direção e assessoramento, com atribuições administrativas, como coordenação das atividades do Gabinete e apoio ao prefeito. Para o Ministério Público, não há fundamento jurídico suficiente para equiparar a função a cargos de natureza política, como o de secretário municipal.

A análise considera a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe o nepotismo na administração pública. A recomendação busca corrigir a situação sem a necessidade de ajuizar uma ação civil pública.

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