Polícia

Professor é denunciado por estupro de sete alunas de 7 e 8 anos no RS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou um professor da rede estadual de ensino de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por estupro de vulnerável contra sete alunas que tinham entre 7 e 8 anos na época dos fatos. O acusado está preso preventivamente.

De acordo com o Ministério Público, os crimes teriam ocorrido durante os anos letivos de 2025 e 2026. A acusação aponta que o professor se aproveitava da autoridade exercida em sala de aula e da relação de confiança estabelecida com as crianças para praticar os abusos, principalmente durante momentos de atendimento individual às estudantes.

Segundo a denúncia, o homem também teria pedido que as meninas mantivessem os episódios em segredo, mediante promessas de presentes. Em razão da repetição dos fatos e das circunstâncias apontadas na investigação, o Ministério Público denunciou o professor por estupro de vulnerável agravado e majorado, em continuidade delitiva e concurso material.

Professor está preso desde agosto

O investigado foi identificado pela imprensa como Diogenes Ribeiro Canfild, de 59 anos. Ele atuava na Escola Estadual Mário Quintana, no bairro Parque da Matriz, em Cachoeirinha, e está preso preventivamente desde 26 de agosto. Antes da prisão, havia sido afastado das funções. A Secretaria Estadual da Educação também instaurou procedimento administrativo para apurar o caso.

A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha. As sete meninas identificadas como vítimas foram ouvidas judicialmente e submetidas a exames periciais. Conforme informações da Polícia Civil divulgadas à imprensa, avaliações psicológicas deram suporte aos relatos apresentados pelas crianças. O inquérito policial foi concluído em setembro com o indiciamento do professor.

Ministério Público pede perda do cargo

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público solicitou que o acusado pague uma indenização mínima por danos morais para cada uma das sete vítimas.

Em caso de eventual condenação definitiva, o MPRS também pede a perda do cargo público, a inclusão do homem no Cadastro Estadual de Pedófilos e a coleta de material biológico para formação de perfil genético.

A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Bárbara Bisogno Paz, da Promotoria Criminal de Cachoeirinha.

Investigação pode identificar outras vítimas

O caso ainda permanece em investigação. Conforme o Ministério Público, sete vítimas foram identificadas até o momento, mas as apurações continuam e existe a possibilidade de surgirem outros casos relacionados ao professor.

Quando se apresentou à Polícia Civil, em agosto, o professor negou ter cometido os crimes. A defesa também afirmou, naquele momento, que ele era inocente. O acusado permanece preso preventivamente enquanto o processo tramita na Justiça.

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