Operação do mprs

Policial penal é preso por suspeita de furto de R$ 10 milhões no RS

Investigação apura conversão de valores em veículos de luxo, embarcações e frota de aplicativos

Silas SantosAtualizado em 10/10/2026 às 23h053 min de leitura
Policial penal é preso durante operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
Policial penal é preso durante operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul.Foto: Divulgação

Polícia Um policial penal foi preso preventivamente durante uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A investigação apura um suposto furto de aproximadamente R$ 10 milhões pertencentes a um familiar do servidor, além de suspeitas de associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público, a investigação começou em julho deste ano, após a denúncia do suposto furto. Conforme a apuração, parte dos valores seria composta por ouro proveniente de um prêmio de loteria. O material teria sido retirado da residência da família e posteriormente negociado.

Destino dos recursos

Os investigadores também apuram se os recursos teriam sido convertidos gradualmente em viagens, veículos de luxo, uma frota de carros utilizados por aplicativos de transporte e embarcações. Durante a operação, a Justiça determinou o sequestro de dois veículos de luxo, avaliados em aproximadamente R$ 400 mil e R$ 300 mil. Conforme a investigação, os automóveis estariam registrados em nome de terceiros.

Outro ponto apurado é o possível uso da estrutura e da rede de contatos institucionais para obtenção de informações consideradas sensíveis.

Prisão durante briefing

O policial penal estava cedido ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Conforme o material da investigação, ele foi chamado para participar do briefing de uma operação. Ao chegar ao local, foi informado de que era um dos investigados e teve a prisão preventiva cumprida.

Defesa nega acusações

Em nota, a defesa afirma que o caso envolve uma disputa familiar sobre patrimônio e sustenta que não há relação com corrupção, desvio de recursos públicos ou crimes praticados durante o exercício da função. Segundo os advogados, as acusações são infundadas e serão contestadas no decorrer do processo.

A investigação permanece em andamento, e as circunstâncias envolvendo a origem dos bens, a movimentação dos recursos e a eventual participação de outras pessoas ainda deverão ser esclarecidas.

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