Justiça e futebol

Justiça absolve ex-presidente do Inter de condenação de 12 anos por desvio de dinheiro

Vitorio Piffero e a esposa foram absolvidos em processo envolvendo agência de viagens; ex-dirigente colorado ainda responde por condenação relacionada a irregularidades na gestão do clube

Silas Santos3 min de leitura
Vitorio Piffero durante coletiva de imprensa sobre a decisão da Justiça que o absolveu de acusações de desvio de dinheiro.
Vitorio Piffero durante coletiva de imprensa sobre a decisão da Justiça que o absolveu de acusações de desvio de dinheiro.

O ex-presidente do Internacional, Vitorio Piffero, foi absolvido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) em um processo criminal envolvendo suspeitas de desvio e lavagem de dinheiro por meio de uma agência de viagens. A decisão foi tomada na quinta-feira (15) e divulgada nesta sexta-feira (16).

Piffero havia sido condenado, em novembro de 2024, a 12 anos e três meses de prisão, pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. A absolvição também beneficiou sua esposa, que havia recebido pena de quatro anos e seis meses por lavagem de dinheiro.

Apesar da decisão favorável, o ex-presidente colorado ainda possui condenação em outro processo relacionado às irregularidades investigadas durante sua administração, entre 2015 e 2016.

Condenações de outros envolvidos foram mantidas

No mesmo julgamento, os desembargadores mantiveram as condenações do ex-vice-presidente de Finanças do Internacional, Pedro Affatato, e de três empresários ligados ao setor de turismo.

As penas foram reduzidas, mas permanecem estabelecidas em regime inicial fechado.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o esquema investigado envolvia a emissão de notas fiscais por serviços de turismo que não teriam sido prestados. Os recursos pagos pelo clube teriam sido desviados para beneficiar integrantes da antiga administração, por meio de despesas com viagens, hospedagens e aquisição de bens.

Investigação aponta desvios milionários

O caso integra a Operação Rebote, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul em dezembro de 2018, após a identificação de suspeitas de irregularidades financeiras na gestão do Internacional.

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As investigações tiveram origem em 2017, quando o Conselho Fiscal recomendou a reprovação das contas da administração anterior. Posteriormente, foram identificadas inconsistências envolvendo contratos, obras e pagamentos realizados pelo clube.

No conjunto das investigações, o Ministério Público apontou desvios superiores a R$ 13 milhões dos cofres colorados.

Outra condenação permanece

Em março de 2024, Piffero havia sido condenado a dez anos e seis meses de prisão pelos crimes de estelionato e organização criminosa, em um processo relacionado ao núcleo administrativo-financeiro da Operação Rebote.

Na mesma ação, Pedro Affatato recebeu pena de 19 anos e oito meses por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Outro desdobramento da investigação resultou na condenação do ex-vice-presidente jurídico Marcelo Domingues de Freitas e Castro, em outubro de 2024, a 16 anos e quatro meses de prisão.

Dessa forma, a absolvição anunciada nesta sexta-feira representa uma importante vitória judicial para Piffero, mas não encerra as consequências criminais das investigações sobre sua gestão no Internacion

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