Economia O dólar à vista operava em queda na manhã desta segunda-feira, 19, cotado a R$ 5,0497 na mínima do dia, recuo de 0,47%. O movimento acompanha a desvalorização da moeda norte-americana frente a divisas emergentes, em meio à queda do petróleo após os Estados Unidos aliviarem sanções à Rússia.
A moeda americana havia acumulado alta de 1,77% na semana passada. No exterior, o mercado reduziu as apostas em uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em outubro, mas ainda prevê elevação em dezembro e quase mais duas em 2027.
Pesquisas eleitorais
No Brasil, os investidores mantêm atenção na disputa presidencial. As pesquisas Nexus/BTG e Atlas/Bloomberg mostram redução da vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula. Na Nexus/BTG, Flávio caiu de 48% para 46,5% das intenções de voto, enquanto Lula subiu de 45% para 45,9%, reduzindo a diferença de 3 para 0,6 ponto porcentual, em empate técnico. Nos votos válidos, a distância caiu de 4 para 0,6 ponto: 50,3% a 49,7%.
Na Atlas/Bloomberg, Flávio recuou de 51,1% para 49,8% dos votos totais, e Lula avançou de 45,7% para 47,6%, reduzindo a vantagem de 5,4 para 2,2 pontos porcentuais. Nos votos válidos, Flávio tem 51,1%, ante 48,9% de Lula, diferença de 2,2 pontos, superior à margem de erro de 1 ponto.
Inflação
No campo da inflação, o IGP-10 de outubro subiu 1,76%, perto do teto das projeções do mercado (1,78%), puxado principalmente pelos preços ao produtor, com destaque para os avanços da gasolina, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
No boletim Focus, a mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses subiu de 4,48% para 4,51%. A mediana para o IPCA de 2026 seguiu em 5,22%, depois de quatro leituras de alta, e está 0,72 ponto porcentual acima da meta, de 4,50%. As medianas do relatório Focus para a inflação de curto prazo indicam que o IPCA deve acumular alta de 1,22% de outubro a dezembro deste ano.










