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Abelhas sem ferrão ganham espaço no RS e manual orienta manejo sem destruir colônias

A criação de abelhas sem ferrão vem ganhando espaço no Rio Grande do Sul e já envolve milhares de famílias. Um levantamento da Secretaria da Agricultura, com apoio da Emater/RS-Ascar, estimou 16.209 famílias ligadas à meliponicultura e cerca de 80 mil colônias em propriedades rurais gaúchas. A atividade está associada à agricultura familiar, à produção de mel e à conservação da biodiversidade. Portal de Periódicos UFSM

Para orientar quem cria ou pretende criar essas espécies, um manual elaborado no âmbito do Projeto RS Biodiversidade detalha desde a captura por ninhos-isca até a transferência para caixas definitivas e a multiplicação artificial das colônias.

Divisão exige colônias fortes

Uma das orientações é que a multiplicação não seja feita de forma indiscriminada. O procedimento consiste em utilizar uma colônia forte para formar uma nova, distribuindo adequadamente os elementos do enxame entre a colônia-mãe e a colônia-filha.

O próprio manual recomenda que a divisão seja realizada preferencialmente em dias ensolarados e sem vento, durante a primavera e o início do verão, quando há maior disponibilidade natural de pólen e néctar. A técnica também varia conforme a espécie de abelha. Epage Pub

O documento apresenta ainda um método de “perturbação mínima”, feito com caixas modulares que reduzem a necessidade de manipulação direta dos favos. Segundo o material, o sistema pode proporcionar recuperação mais rápida da colônia e menor incidência de pragas. Epage Pub

Ninhos-isca ajudam a preservar enxames naturais

Outro ponto importante é o incentivo ao uso dos chamados ninhos-isca, que permitem a ocupação espontânea por enxames durante o processo natural de reprodução das colônias.

A multiplicação racional e a captura por iscas ajudam a reduzir a retirada de ninhos diretamente de árvores e outros ambientes naturais, prática que pode comprometer a sobrevivência das colônias. Epage Pub

No Rio Grande do Sul, a jataí aparece como a espécie mais difundida entre os criadores pesquisados. O diagnóstico estadual aponta presença dela em aproximadamente 95% das propriedades avaliadas. O estudo também registra espécies como mandaçaia, canudo, manduri, guaraipo, iraí e diferentes espécies de mirins. Scribd

Meliponicultura também gera renda

Além do papel ambiental, a atividade tem potencial econômico. Entre os meliponicultores pesquisados, 58,5% comercializavam mel e 41,4% vendiam colônias. O levantamento mostrou ainda que 46,8% dos entrevistados obtinham alguma renda com a atividade, embora boa parte da produção também seja destinada ao consumo próprio. Portal de Periódicos UFSM

As abelhas sem ferrão participam da polinização de diversas espécies vegetais e culturas agrícolas, contribuindo para a produção de alimentos e para a manutenção da biodiversidade. O diagnóstico estadual aponta justamente a polinização e a conservação ambiental entre os principais benefícios percebidos pelos produtores. Portal de Periódicos UFSM

RS ampliou política de proteção em 2026

O tema ganhou novo impulso neste ano. Em junho de 2026, o Governo do Estado regulamentou o Programa Polinizar Cidades, voltado à conservação das abelhas nativas sem ferrão. A iniciativa prevê a instalação de meliponários em áreas urbanas e rurais, além de ações de educação ambiental e estímulo à biodiversidade nos municípios gaúchos. Leis Estaduais

A criação e o transporte de abelhas nativas, porém, devem observar as normas ambientais e sanitárias vigentes. No Estado, a criação e conservação de meliponíneos nativos são regulamentadas desde 2014. Agricultura RS

O manual, portanto, deve ser utilizado como orientação técnica e não significa que qualquer enxame possa ser capturado ou transferido livremente. Espécie, origem da colônia e legislação precisam ser consideradas antes do manejo.

Essa versão elimina os principais “furos” da matéria original: não repete o percentual controverso de “80% da polinização da natureza”, deixa claro que divisão de enxames exige condições adequadas e acrescenta dados atuais da meliponicultura gaúcha e a nova regulamentação estadual de 2026.

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