Eduardo Leite tende a ficar neutro entre Lula e Flávio no segundo turno

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), tende a manter neutralidade na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. A posição representa um revés para a campanha de Lula, que buscava apoio de lideranças do PSD para fortalecer sua candidatura.
A definição ocorre após o próprio PSD decidir manter neutralidade na disputa nacional e liberar os diretórios estaduais para adotarem suas próprias posições. A estratégia permite que lideranças da legenda apoiem candidatos diferentes ou optem por não declarar voto.
Leite é um dos principais nomes do PSD no Rio Grande do Sul e havia sido citado entre os governadores que poderiam ser procurados pela campanha petista. Antes mesmo do primeiro turno, aliados de Lula avaliavam que conseguir ao menos a neutralidade de Leite seria importante para evitar que o partido se alinhasse integralmente a Flávio Bolsonaro.
A posição também mantém uma linha adotada por Leite em 2022. Naquele ano, durante a disputa presidencial entre Lula e Jair Bolsonaro, o então governador anunciou que não declararia apoio a nenhum dos dois candidatos.
Disputa nacional
O segundo turno será realizado em 25 de outubro. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
A busca por apoios ganhou força após o resultado. Enquanto Flávio já assegurou declarações de voto de algumas lideranças, a campanha de Lula tenta avançar principalmente sobre setores de partidos de centro, como PSD e MDB.
Nesse cenário, a neutralidade de Leite mantém aberto o espaço para que os eleitores gaúchos decidam individualmente seu voto no segundo turno.






