Eleição ou Copa?

Atualizado em 12/10/2026 às 19h314 min de leitura

Foi prever o óbvio:  a esquerda já acionou Flávio Bolsonaro por suas ligações com Trump. E creio que é apenas o início. A Associação Brasileiras de Juristas pela Democracia representou contra o Senador na Procuradoria da República por atentado à soberania nacional. Aproveitou para justificar que o PCC e o CV, que aterrorizam populações brasileiras, são organizações criminosas, mas não políticas, não se enquadrando em terrorismo pela lei nacional. Era previsível. A próxima será acionar Flávio por apelar a interferência estrangeira na campanha eleitoral brasileira; fato dado de bandeja, com foto e anúncios na Casa Branca, que vão subsidiar ações tentando impedir o registro da candidatura. Flávio criou a oportunidade e a esquerda pode aproveitar.

O lado oposto também pode acionar Lula, no TSE. Até agora a soma dos benefícios recentes de Lula para garantir voto para a reeleição, chega a 190 bilhões dos nossos impostos. São subsídios para luz, gás, combustíveis, empréstimos a taxistas e estudantes, imposto de renda – sem contar o bolsa-família. Uma compra indireta de votos, que está prevista como crime na Lei Eleitoral. O artigo 299 diz que é o ato de dar, oferecer, prometer ou receber, para si ou para outra pessoa, qualquer vantagem, como dinheiro, bens ou favores, em troca de votos. Certamente vai haver ações no TSE, na tentativa de impedir o registro da candidatura de Lula, mostrando que favores foram feitos aos eleitores, a pretexto de justiça social.  A propósito, o GINI, marcador mundial de desigualdades, mostra que o Brasil é o único no mundo em que a intervenção do governo aumentou a desigualdade. 

Não é novidade que a política está judicializada e a Justiça politizada. Agora, será mais ainda. A já tão judicializada corrida eleitoral de 2022 deve perder para o movimento de demandas à Justiça Eleitoral neste ano. E temos motivos de sobra, que vão do uso dos impostos de todos para conquistar votos ao apelo a instituições e governos estrangeiros, assim como a exposição de escândalos, como o cruel roubo dos idosos da Previdência, as relações com Vorcaro, com J&F, com o PCC e CV, enfim, há pecados de sobra no mundo político, para girar a roleta e escolher qual será o da vez. 

Mais uma vez o eleitor será chamado pelos partidos a escolher entre os nomes menos ruins, ou entre os mais populares. Em geral, os partidos são rótulos fisiológicos sem conteúdo prático doutrinário; parecem uma ação entre amigos para ter poder sobre patrimônio e tesouro que são do povo. Na crise de valores em que nos permitimos chafurdar, nem sequer percebemos em que nos metemos sem sentir, como o sapo em panela sobre o fogo. Num país em que o status quo quer se manter, partidos e leis agem para manterem eleitores distantes e ficarem à espera que uma divindade tudo resolva. Salve, eleitor enganado; os que vão se eleger te saúdam. Antes da eleição tem a Copa. Depois da Copa, tem nada. Depois da eleição tem o amanhã de todos nós.

Receba as principais do diaComunidade no WhatsApp, sem spamEntrar
Viu algo acontecendo?Mande foto, vídeo ou sugestão de pautaEnviar
Siga no GoogleVeja o FORÇA DO VALE primeiro nas buscasFonte preferida

Leia também

Cenário Eleitoral

Bolsonaro presente

Governadores e senadores eleitos no primeiro turno definem apoios e influenciam a disputa presidencial

Alexandre Garcia

Teocracia eleitoreira

É ridículo, mas é levado a sério pelo presidente candidato à reeleição. Inventaram uma mentira, de que o candidato que vai subindo…

Eleições

O destino e a escolha

Junte todos os ligados a esses três e vai descubrir que os três poderes foram atingidos, em especial o Judiciário.

Alexandre Garcia

Colapso Supremo

Como as Torres Gêmeas, o Supremo entrou em colapso. A diferença é que o ataque veio de dentro, como a sessão de…

Últimas