A falha atingiu todos os sinais de TV aberta e também plataformas de streaming como o Globoplay, segundo relatos de telespectadores. A propaganda entrou no ar com imagem, mas completamente muda — algo que, conforme o próprio candidato, nunca havia acontecido em campanhas presidenciais anteriores.
A peça havia sido preparada especialmente para o feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado nesta segunda-feira. O programa abria com homenagem à padroeira do Brasil e rebatia notícias falsas que circularam nas redes associando Flávio a uma suposta intenção de retirar o título da santa, caso eleito.
Campanha diz que material estava em ordem
Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que o material foi entregue “em perfeitas condições” e “averiguado e auditado pela plataforma homologada”. Segundo apuração do SBT News, a origem da falha teria sido a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), responsável pela geração do sinal do pool de mídia das eleições.
A equipe do candidato informou ter acionado o Tribunal Superior Eleitoral para investigar o ocorrido. O TSE, por meio do Pool de Mídia das Eleições 2026, coordena a distribuição do sinal da propaganda eleitoral para as emissoras. Até o fechamento desta reportagem, a EBC não havia se manifestado publicamente sobre a falha.
“Não vão calar minha voz”
Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para criticar o episódio. Em vídeo publicado na tarde desta segunda, o candidato classificou a falha como algo além de um problema técnico:
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Hoje, pela primeira vez na história de uma campanha presidencial, o meu programa eleitoral foi transmitido sem som, mudo. O do Lula estava tudo ok, mas o meu foi transmitido sem som. Não existe coincidência. Eles acham que vão conseguir calar minha voz, mas não vão, não adianta.
A repercussão foi imediata. Nas redes, apoiadores do candidato classificaram o episódio como tentativa de censura. Flávio também compartilhou o conteúdo completo da propaganda para que eleitores pudessem assistir e redistribuir por conta própria.
Participações e conteúdo
O programa tinha 2 minutos e 30 segundos e, além da homenagem religiosa, abordou o preço dos alimentos. Contou com depoimentos da senadora Tereza Cristina (União), da ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL), e do escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, derrotado em 5 de outubro. O programa também destacou a bancada do PL eleita para o Congresso.
Lula teve transmissão normal
Enquanto a propaganda de Flávio ficou sem áudio, o programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, foi exibido sem qualquer problema técnico. A peça petista focou no custo de vida e em medidas para ampliar o poder de compra das famílias, além de mencionar o Dia das Crianças e o Dia de Nossa Senhora Aparecida.
O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro. Pelo calendário do TSE, os programas dos dois candidatos serão exibidos entre 9 e 23 de outubro, em bloco de 10 minutos diários divididos igualmente, além de inserções ao longo da programação.










