O fim de semana separou a dupla Gre-Nal em dois estados de espírito, mas não em duas realidades. O Internacional voltou a vencer; o Grêmio trocou de técnico. Os dois seguem olhando para a parte de baixo da tabela do Brasileirão.
Em Chapecó, o Inter fez 2 a 1 na Chapecoense, com gols de Bruno Henrique e Carbonero, e encerrou uma longa sequência sem vitórias. Depois da eliminação na Copa do Brasil, o resultado tira um pouco da pressão sobre Paulo Pezzolano. Mas uma vitória fora de casa não apaga a posição na zona de rebaixamento. O teste de verdade é repetir o desempenho nas próximas rodadas, para que Chapecó não seja só um respiro.
No Grêmio, a derrota de virada para o Vasco, na Arena, pesou mais do que um jogo. Perder em casa para um concorrente direto custou o cargo de Luís Castro, que saiu sem vencer como visitante no Brasileirão. A classificação às semifinais da Copa do Brasil havia comprado tempo; a sequência no campeonato acabou com ele.
A resposta da direção foi recorrer a um nome conhecido. Renato Portaluppi começa a quinta passagem pelo clube com uma tarefa objetiva: afastar o time do risco de rebaixamento. É a aposta em quem conhece o vestiário, e também o sinal de que não há espaço para um projeto novo no meio da crise.
A tabela explica a pressa. O Inter venceu fora de casa, pela 27ª rodada, e continua entre os últimos colocados. O Grêmio perdeu em casa justamente para um adversário da mesma faixa da classificação.
Na próxima rodada, a dupla entra em campo com a mesma urgência. O Inter precisa provar que a reação é real. O Grêmio, que a troca no comando vale o preço.
Publicado na edição impressa nº 2176, de 17/09/2026.








