Procon
Quem me conhece sabe que eu amo ter razão (- Freud deve explicar hehehehe). E não é para me gabar, mas em 90% das coisas que eu falo, no final, eu acabo tendo. Confesso, porém, que neste caso me dói muito estar certa.
Na semana passada, escrevi sobre a minha ansiedade em saber qual seria o balanço dos atendimentos realizados pelo Procon em Encantado. Para minha total decepção, o número ficou bem abaixo do que eu imaginava: apenas 32 pessoas buscaram atendimento durante os dois dias em que a unidade móvel esteve no município.
Após a divulgação dos dados em matéria publicada pelo Força do Vale, li inúmeros comentários de pessoas afirmando que não sabiam que o Procon estaria na cidade. Em conversas nos bastidores, alguns vereadores também atribuíram a baixa procura à falta de divulgação. Nesse ponto, preciso discordar. Afinal, quem esteve presente na audiência pública sobre Aegea/Corsan, ou ao menos se deu ao luxo de ler as matérias relacionadas ao assunto, já sabia que havia a intenção de trazer o Procon ao município, naquele momento ainda sem data definida. Na sessão da Câmara do dia 1º de junho, ao usar a tribuna, o presidente Claudinho falou sobre a presença do Procon na cidade na semana seguinte. Já na sessão do dia 8 de junho, diversos vereadores reforçaram as datas e os horários dos atendimentos no município. No dia seguinte, além das redes sociais da Câmara de Vereadores, todos os veículos de comunicação locais noticiaram o fato. Diga-se de passagem, são vários!
Pois bem. Eu sei que a maioria das pessoas trabalha em horários corridos. Inclusive eu, que deixo de lado meu almoço e meu descanso do meio-dia pelo menos três vezes por semana para dar prioridade aos problemas que somente eu posso resolver. Poderia terceirizar? Talvez. Mas prefiro otimizar o meu tempo a ficar me vitimizando.
Hoje em dia, no entanto, parece muito mais fácil terceirizar as obrigações e cobrar dos outros a solução dos próprios problemas. E, se isso puder ser feito do conforto de casa, melhor ainda. Por fim, lamento informar: aquilo que eu previa aconteceu. O “berredo” vai continuar nas redes sociais.
Trânsito
Primeiramente, gostaria de parabenizar o vereador e presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, Daniel Passaia, pela condução e realização da audiência pública que tratou sobre o trânsito do nosso município, bem como os representantes das entidades de Encantado que estiveram presentes.
Também é preciso enaltecer os representantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia, que lotaram o plenário. Porque, se fôssemos depender da população em geral, essa audiência teria sido um fracasso em participação.
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Vale lembrar que várias pessoas acompanharam a audiência de forma virtual. Mas posso afirmar que, presencialmente, o público foi formado pelos de sempre: aquelas 30 ou 40 pessoas que têm o hábito de acompanhar os trabalhos do Poder Legislativo há vários anos.
Não havia ali nem um terço dos “alecrins dourados” que adoram apontar culpados (- e soluções sem cabimento) quando algum sinistro de trânsito acontece, ou que “rasgam a boca” para criticar quando alguma mudança no trânsito é feita.
Participando da audiência pública, pude constatar que a Polícia e os Bombeiros estão muito mais interessados em resolver os problemas relacionados ao trânsito do que muitos dos reais prejudicados. Mais uma vez, confirma-se que é bem mais fácil aparecer nas redes sociais do que contribuir com o desenvolvimento do município — ou, pelo menos, fazer a sua parte.
Registro
Depois de tudo isso, preciso deixar registrado o meu reconhecimento aos representantes do nosso município, tanto do Poder Executivo quanto do Legislativo e do Judiciário, que estão fazendo a sua parte, dentro de suas atribuições, para que os problemas coletivos da nossa comunidade possam ser resolvidos.
Agora, quanto à essa parcela da população, também preciso deixar registrado a minha decepção. Afinal, os mesmos dedos usados para criticar também podem ser usados para fazer uma reclamação formal, nem que seja online, em busca da resolução do seu problema.
O mesmo dedo que prioriza certas contas no Facebook e no Instagram também pode priorizar as páginas oficiais dos veículos de comunicação, da Câmara de Vereadores, da Prefeitura Municipal e de entidades sérias, para que não haja desinformação.
E as mesmas pernas que levam algumas pessoas a buscar um atestado, mesmo sem estarem doentes — e aqui fica registrado o grande número de atendimentos médicos não urgentes em todas as unidades de saúde — poderiam muito bem ter sido usadas para se deslocar até o Centro e formalizar uma reclamação no Procon.









