É notável o aumento de monociclos, patinetes e bicicletas elétricas em nosso município. As vantagens desses meios de transporte são inegáveis: praticidade, sustentabilidade e facilidade para percorrer distâncias curtas e médias, especialmente em uma rotina cada vez mais corrida. Mas essa facilidade de deslocamento precisa vir acompanhada de responsabilidade e segurança.
Há algum tempo observo o movimento desses veículos pelas ruas centrais da cidade, e uma situação me chama a atenção: é raro encontrar alguém utilizando capacete. Também percebo uma presença expressiva de crianças e adolescentes conduzindo esses equipamentos, o que aumenta minha preocupação. Afinal, todos nós já tivemos essa idade e sabemos que, muitas vezes, a percepção do perigo não acompanha a vontade de experimentar a liberdade. Mas o alerta também vale para os adultos, que frequentemente circulam sem equipamentos de proteção e em velocidades que preocupam. Quero deixar claro que minha intenção não é condenar o uso desses veículos, mas chamar a atenção para os cuidados que devem acompanhar essa escolha.
Essa responsabilidade começa antes mesmo de sair de casa. Pais e responsáveis precisam conversar com os filhos, orientar sobre os riscos e acompanhar a maneira como utilizam esses equipamentos. E nós, adultos, precisamos dar o exemplo. As ruas são compartilhadas com pedestres, ciclistas e motoristas, e uma atitude impensada pode colocar outras pessoas em perigo. A pressa para chegar ao destino não pode ser maior do que o cuidado com a vida.
Recentemente, a Câmara de Vereadores aprovou um projeto de lei de autoria do vereador Cris Costa voltado à regulamentação da circulação desses veículos. A proposta busca estabelecer regras e orientar os usuários para uma convivência mais segura no trânsito. É uma iniciativa importante, mas que precisa se transformar em ações práticas o quanto antes. O projeto também prevê campanhas de conscientização, que poderiam contar com a parceria das empresas que comercializam esses equipamentos. Afinal, orientar sobre o uso responsável também deve fazer parte da relação com o consumidor.
Enquanto essas medidas não se concretizam, cada um de nós pode fazer a sua parte. Usar equipamentos de proteção, respeitar quem compartilha as vias e conduzir com atenção são cuidados que não precisam esperar por uma campanha. A praticidade desses veículos é bem-vinda, mas preservar a nossa vida e a dos outros deve estar sempre em primeiro lugar.








