O prefeito de Muçum, Mateus Trojan, deixou o cargo nesta quinta-feira (2) para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral e disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nas eleições de outubro. O vice-prefeito Amarildo Baldasso (PSD) assume a gestão do município.
Trojan foi eleito pela primeira vez em 2020, aos 26 anos, e reeleito em 2024 com 80,82% dos votos válidos.  O agora ex-prefeito esteve à frente do município por cinco anos, período marcado pela pandemia de Covid-19 e por duas das mais graves catástrofes climáticas que atingiram o estado. 
A saída foi registrada com uma despedida coletiva dos servidores em frente ao prédio da Prefeitura, onde Trojan foi aplaudido ao deixar o local pela última vez como chefe do Executivo.
Permanência no MDB
Em pronunciamento nas redes sociais, Trojan encerrou as especulações sobre uma possível troca de partido e confirmou que permanece no MDB, legenda à qual é filiado desde os 18 anos. O pré-candidato reconheceu a existência de divergências internas, mas disse que elas devem ser superadas em nome de um propósito maior.
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Transição e continuidade
Trojan afirmou que Amarildo Baldasso está bem inserido na gestão, e descreveu o vice como uma pessoa honesta, trabalhadora e preparada para dar sequência aos projetos em andamento.  Segundo o ex-prefeito, a equipe está estruturada e os recursos para as obras essenciais de reconstrução e realocação urbana de Muçum já foram captados. 
Deputado estadual
A pré-candidatura à Assembleia Legislativa foi construída a partir da relação com a cúpula estadual do partido e com lideranças regionais, e ganhou corpo durante as crises de 2023 e 2024.  O Vale do Taquari tem histórico de fragmentação de votos em eleições proporcionais, o que dificulta a eleição de representantes regionais. Trojan reconhece o problema, mas avalia que há uma consciência maior da necessidade de eleger alguém da região após as tragédias recentes. 










