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Seis crânios humanos são encontrados em locais públicos em Caxias do Sul

Polícia investiga se ossos foram retirados de cemitério; casos ocorreram em bairros diferentes da cidade

reportagem2 min de leitura

Seis crânios humanos foram encontrados em áreas públicas de Caxias do Sul (RS) nos últimos três meses. Os achados ocorreram em praças e parque com circulação de pessoas, e são investigados pela Polícia Civil como crimes contra o respeito aos mortos.

Achados sucessivos em espaços públicos

Desde o dia 3 de junho, quando três crânios foram encontrados por crianças em uma praça do bairro Charqueadas, seis ossadas já foram localizadas em diferentes pontos da cidade. O local fica entre duas escolas municipais.

Cerca de um mês depois, um quarto crânio surgiu na mesma praça. O quinto foi achado em 11 de setembro, no Parque Cinquentenário, área central da cidade, sobre uma estrutura metálica. O local, de grande circulação, leva a polícia a suspeitar que o posicionamento foi intencional.

O último caso foi registrado no dia 15 de setembro, próximo a uma área de mata no bairro Desvio Rizzo.

Suspeita de subtração em cemitério

Segundo o delegado Raone Nogueira, os primeiros crânios podem ter sido retirados de um ossário coletivo do cemitério público no próprio bairro Desvio Rizzo.

“Os crânios estavam muito limpos e foram encontrados quase no mesmo local. Isso nos levou a investigar a possibilidade de subtração do cemitério próximo dali”, afirmou o delegado.

A investigação inclui possíveis crimes como violação de sepultura, subtração de partes de cadáver e violação de cadáver. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado publicamente.

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Ossos antigos e sem sinais de violência

A análise dos crânios está a cargo do Instituto Geral de Perícias (IGP). O perito criminal Airton Carlos Kramer afirmou que os ossos têm mais de dez anos e não apresentam marcas de violência.

“Não há sinais de ferimentos ou violência. Isso é relevante, pois ajuda a tranquilizar a comunidade quanto à possibilidade de mortes recentes”, destacou o perito.

Até agora, nenhum dos crânios foi identificado e não há registros de desaparecimentos compatíveis.

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