Educação

Brasil perde mais de 1 milhão de matrículas em um ano, aponta Censo Escolar 2025

Educação básica caiu de 47,08 milhões para 46,01 milhões de alunos. Ensino médio registra o menor total do século XXI.

reportagem3 min de leitura

O Brasil registrou redução de 1,07 milhão de matrículas na educação básica entre 2024 e 2025, segundo dados do Censo Escolar divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. O total de estudantes caiu de 47,08 milhões para 46,01 milhões.

De acordo com o Ministério da Educação, a queda é explicada principalmente pela diminuição da população em idade escolar e pela redução da repetência, com mais alunos avançando de série.

Ensino médio no menor nível do século

O ensino médio apresentou o pior resultado da série histórica desde 2001. O número total de matrículas caiu de 7.790.396 para 7.370.879, uma redução de 5,39% em apenas um ano.

Na rede pública, o recuo foi de 6,30%, passando de 6,7 milhões para 6,3 milhões de alunos. Já a rede privada teve leve crescimento de 0,59%, mantendo-se próxima de 1 milhão de matrículas.

O estado de São Paulo concentrou a maior perda absoluta: 251.987 alunos a menos, queda de 13,6% no período.

O pico histórico do ensino médio ocorreu em 2004, com 9,16 milhões de estudantes. Desde então, os números apresentam tendência de retração.

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Educação infantil estagna

A educação infantil também apresentou queda. Foram 205.712 matrículas a menos (-2,17%), sendo cerca de 200 mil somente na pré-escola. O número de unidades de ensino diminuiu nas redes pública e privada.

Dados da Pnad Contínua indicam que o país ainda não atingiu as metas previstas no Plano Nacional de Educação para creche e pré-escola.

EJA e ensino técnico recuam

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) registrou redução de 5,8% no total de matrículas. Apenas no ensino médio da modalidade, a queda foi de cerca de 130 mil estudantes.

Entre as modalidades técnicas, o curso subsequente — realizado após a conclusão do ensino médio — teve a maior retração proporcional: -16,25%, com 161.410 alunos a menos.

Ensino fundamental tem impacto menor

O ensino fundamental perdeu 195.589 matrículas (-0,75%), variação proporcional inferior às demais etapas devido ao grande volume total de alunos.

Apesar da redução absoluta, o governo federal afirma que o atendimento escolar está próximo da universalização e que o número de crianças e adolescentes fora da escola continua em queda.

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