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Jovens gaúchos priorizam carteira assinada no primeiro emprego, diz pesquisa

Levantamento do CIEE-RS mostra que 51,8% buscam contrato formal em 2026, apesar de discurso contrário nas redes sociais

reportagem2 min de leitura

Me Mais da metade dos jovens gaúchos que buscam o primeiro emprego pretende ingressar no mercado com carteira assinada em 2026. Pesquisa do CIEE-RS aponta que 51,8% preferem contrato CLT, citando segurança e estabilidade.

O dado contraria a percepção difundida nas redes sociais de que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) teria perdido atratividade entre a nova geração. Vídeos e postagens chegaram a sugerir que o termo “CLT” virou motivo de deboche entre adolescentes.

O que diz a pesquisa

O levantamento foi realizado pelo CIEE-RS (Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul) e ouviu 558 pessoas em diferentes regiões do estado. Participaram:

  • Estagiários
  • Jovens aprendizes
  • Candidatos em busca da primeira oportunidade
  • Representantes de empresas

Entre os entrevistados que procuram o primeiro emprego, 51,8% afirmaram desejar contrato com carteira assinada em 2026.

Já entre estagiários e aprendizes, 38% demonstram expectativa de efetivação.

Segundo o CEO do CIEE-RS, Lucas Baldisserotto, a formalização ainda tem peso simbólico e prático para quem inicia a trajetória profissional.

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“A carteira assinada ainda simboliza segurança, reconhecimento e possibilidade de planejamento para muitos jovens que estão dando os primeiros passos no mercado de trabalho”, afirmou.

Preferência pelo formato de trabalho

O estudo também investigou a percepção sobre os regimes de trabalho em 2026. A maioria dos jovens (51,3%) acredita que o modelo presencial será o mais adotado neste ano.

Os demais formatos aparecem da seguinte forma:

  • Modelo flexível: 22,08%
  • Modelo híbrido: 19,39%
  • Home office predominante: 7,2%

A preferência varia conforme a fase profissional. Entre jovens de 16 a 24 anos, estagiários e aprendizes, o presencial lidera. Modelos híbridos e flexíveis ganham espaço à medida que a carreira avança.

Baldisserotto avalia que a convivência diária e o aprendizado prático ainda têm peso relevante no início da vida profissional.

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