A Meta bateu recorde de arrecadação com campanhas políticas em 2026. Segundo o portal DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), R$ 304.899.728,42 foram pagos pelos candidatos e partidos à proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp para impulsionamento de anúncios nas redes sociais.
O valor é mais do que o dobro do pleito nacional anterior, de 2022, quando R$ 129,7 milhões foram pagos à Meta. Naquela eleição, a Google ainda permitia anúncios políticos em suas plataformas, principalmente o YouTube, e recebeu R$ 126,4 milhões pelo serviço. Em 2024, a empresa proibiu o impulsionamento de conteúdo ligado a campanhas políticas.
Mesmo com o recorde, o montante de 2026 é subestimado. A campanha de segundo turno ainda está em curso e nem todos os candidatos finalizaram a prestação de contas à Justiça Eleitoral. O presidente Lula (PT), por exemplo, informou ao TSE ter gastado R$ 2,59 milhões em propagandas online, mas a biblioteca de anúncios da Meta indica que o candidato à reeleição pagou cerca de R$ 11 milhões. A empresa aponta ainda que outros R$ 779,3 mil foram pagos pelo PT.
Com Flávio Bolsonaro (PL), ocorre o inverso. Na plataforma da Meta, são informados R$ 7,6 milhões para anúncios. No portal da Justiça, atualizado na terça-feira (20), o candidato informa ter despendido R$ 12,85 milhões com o serviço, liderando o ranking.
Disputa no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, entre os concorrentes ao governo e ao Senado, R$ 5,4 milhões foram pagos à Meta. Candidato do MDB a governador, Gabriel Souza foi quem mais gastou em anúncios: R$ 1,5 milhão, segundo a biblioteca da empresa. Ao TSE, foram informados R$ 495 mil.
Vencedor da eleição, Luciano Zucco (PL) investiu cerca de R$ 1,1 milhão no impulsionamento de anúncios nas redes sociais. No DivulgaCand, a candidatura não informou gastos com a Meta. O mesmo ocorre com Juliana Brizola (PDT), que pagou R$ 737,9 mil — valor que não aparece no portal do TSE. Marcelo Maranata (PSDB) pagou R$ 108,4 mil, sendo que R$ 75 mil constam no DivulgaCand.
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Milhões no Senado
Na disputa pelo Senado, Marcel van Hattem (Novo) foi quem mais gastou com impulsionamento de conteúdo: R$ 597,4 mil. Sua dupla de chapa, Ubiratan Sanderson (PL), pagou R$ 350,9 mil à Meta. Ambos foram eleitos.
Germano Rigotto (MDB), com R$ 386,85 mil; Frederico Antunes (PSD), com R$ 320,6 mil; e Paulo Pimenta (PT), com R$ 303,7 mil, aparecem na sequência. Manuela d’Ávila (PSOL) optou por não anunciar nas plataformas da empresa.










