Receita bilionária

Meta bate recorde e arrecada mais de R$ 300 milhões com anúncios políticos em 2026

Valor pago por candidatos e partidos é o dobro do registrado na eleição de 2022 e ainda está subestimado

Silas Santos3 min de leitura
Mão segura smartphone com logo da Meta exibido na tela, com marca da empresa ao fundo.
Mão segura smartphone com logo da Meta exibido na tela, com marca da empresa ao fundo.

A Meta bateu recorde de arrecadação com campanhas políticas em 2026. Segundo o portal DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), R$ 304.899.728,42 foram pagos pelos candidatos e partidos à proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp para impulsionamento de anúncios nas redes sociais.

O valor é mais do que o dobro do pleito nacional anterior, de 2022, quando R$ 129,7 milhões foram pagos à Meta. Naquela eleição, a Google ainda permitia anúncios políticos em suas plataformas, principalmente o YouTube, e recebeu R$ 126,4 milhões pelo serviço. Em 2024, a empresa proibiu o impulsionamento de conteúdo ligado a campanhas políticas.

Mesmo com o recorde, o montante de 2026 é subestimado. A campanha de segundo turno ainda está em curso e nem todos os candidatos finalizaram a prestação de contas à Justiça Eleitoral. O presidente Lula (PT), por exemplo, informou ao TSE ter gastado R$ 2,59 milhões em propagandas online, mas a biblioteca de anúncios da Meta indica que o candidato à reeleição pagou cerca de R$ 11 milhões. A empresa aponta ainda que outros R$ 779,3 mil foram pagos pelo PT.

Com Flávio Bolsonaro (PL), ocorre o inverso. Na plataforma da Meta, são informados R$ 7,6 milhões para anúncios. No portal da Justiça, atualizado na terça-feira (20), o candidato informa ter despendido R$ 12,85 milhões com o serviço, liderando o ranking.

Disputa no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, entre os concorrentes ao governo e ao Senado, R$ 5,4 milhões foram pagos à Meta. Candidato do MDB a governador, Gabriel Souza foi quem mais gastou em anúncios: R$ 1,5 milhão, segundo a biblioteca da empresa. Ao TSE, foram informados R$ 495 mil.

Vencedor da eleição, Luciano Zucco (PL) investiu cerca de R$ 1,1 milhão no impulsionamento de anúncios nas redes sociais. No DivulgaCand, a candidatura não informou gastos com a Meta. O mesmo ocorre com Juliana Brizola (PDT), que pagou R$ 737,9 mil — valor que não aparece no portal do TSE. Marcelo Maranata (PSDB) pagou R$ 108,4 mil, sendo que R$ 75 mil constam no DivulgaCand.

Receba as principais do dia no WhatsApp

Sem spam. Você sai quando quiser.

Milhões no Senado

Na disputa pelo Senado, Marcel van Hattem (Novo) foi quem mais gastou com impulsionamento de conteúdo: R$ 597,4 mil. Sua dupla de chapa, Ubiratan Sanderson (PL), pagou R$ 350,9 mil à Meta. Ambos foram eleitos.

Germano Rigotto (MDB), com R$ 386,85 mil; Frederico Antunes (PSD), com R$ 320,6 mil; e Paulo Pimenta (PT), com R$ 303,7 mil, aparecem na sequência. Manuela d’Ávila (PSOL) optou por não anunciar nas plataformas da empresa.

Receba as principais do diaComunidade no WhatsApp, sem spamEntrar
Viu algo acontecendo?Mande foto, vídeo ou sugestão de pautaEnviar
Siga no GoogleVeja o FORÇA DO VALE primeiro nas buscasFonte preferida

Leia também

Últimas