Saúde infantil

SUS aprova novo tratamento para crianças de até 6 anos com hemofilia A

Medicamento emicizumabe é aplicado sob a pele, dispensa infusões intravenosas e pode reduzir a frequência dos sangramentos

Fernanda3 min de leitura

O Ministério da Saúde aprovou um protocolo para o uso do medicamento emicizumabe em crianças de até 6 anos com hemofilia A. A medida foi publicada nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial da União e estabelece as regras para o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova terapia será indicada a crianças que não apresentam inibidores do fator VIII, uma proteína necessária para a coagulação do sangue. O medicamento é aplicado por injeção sob a pele e pode reduzir a frequência dos sangramentos.

O que é hemofilia A?

A hemofilia A é uma doença genética que dificulta a coagulação do sangue devido à deficiência do fator VIII, proteína responsável por ajudar a interromper sangramentos.

Pessoas com a doença podem apresentar sangramentos prolongados após cortes, quedas ou procedimentos médicos. Nos casos mais graves, também podem ocorrer hemorragias espontâneas, principalmente nas articulações e nos músculos, mesmo sem ferimentos aparentes.

A condição afeta principalmente meninos e homens, pois está relacionada ao cromossomo X. Embora não tenha cura na maioria dos casos, existem tratamentos capazes de controlar a doença e prevenir complicações.

Tratamento dispensa aplicação nas veias

Uma das principais vantagens do emicizumabe é a forma de administração. Diferentemente da terapia tradicional com fator VIII, que exige infusões intravenosas, o medicamento é aplicado por injeção subcutânea, diretamente sob a pele.

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Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento também pode diminuir a frequência dos episódios de sangramento, reduzindo o risco de complicações associadas à doença.

A alternativa é especialmente relevante para crianças pequenas, que podem enfrentar dificuldades com aplicações frequentes nas veias.

Atendimento terá regras em todo o país

O protocolo aprovado tem abrangência nacional e estabelece critérios para diagnóstico, inclusão e exclusão de pacientes, acompanhamento e avaliação do tratamento.

As secretarias estaduais e municipais de Saúde, além do Distrito Federal, deverão organizar os serviços de referência e definir os procedimentos para o atendimento das crianças que atendam aos critérios estabelecidos.

Antes do início da terapia, os pais ou responsáveis legais deverão receber informações sobre os possíveis riscos, efeitos colaterais e eventos adversos do medicamento.

O protocolo completo ficará disponível no site do Ministério da Saúde, na área de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

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