Saúde

Varíola dos macacos vira emergência global de saúde

Redação2 min de leitura

Quando achamos que já aconteceu de tudo, algo novo chega. No sábado, a Organização Mundial da Saúde decretou uma emergência sanitária global por conta da varíola dos macacos.

  • A situação começou a ser monitorada pela OMS depois de mais de 16 mil casos confirmados em 75 países, com 5 mortes.

Explicando a emergência

O decreto não significa pandemia. Ele serve para aumentar a coordenação entre os países e reforçar os mecanismo de busca dos casos, pensando na contenção da circulação do vírus.

O diretor-geral da OMS foi responsável por tomar a decisão, apesar da falta de consenso do comitê de emergência da entidade — para controlar o surto e interromper a transmissão ainda na fase inicial.

“Decidi declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional”, disse Tedros em entrevista coletiva.

A probabilidade de elevação dos casos a uma pandemia é baixa. Segundo os especialistas, o risco no mundo é relativamente moderado, com exceção aos países europeus.

Não é para desesperar. Com a decisão em estágio inicial, espera-se maior investimento para tratamento da doença e vacinas, o que deve conseguir controlar o surto e parar a transmissão. É o jeito técnico para dizer: calma.

Transmissão sexual?

O fato de a varíola dos macacos causar erupções próximas ao genital e se disseminar tão rapidamente entre homens gays e bissexuais tem levantado a hipótese de que essa forma da doença possa ser sexualmente transmissível.

  • Estudos preliminares na Itália e na Alemanha encontraram vestígios do vírus no sêmen de pacientes, mas os dados ainda são poucos para afirmar se a quantidade de carga viral seria suficiente para uma infecção.

Por enquanto, médicos e cientistas dizem que é possível afirmar com mais segurança que a principal forma de transmissão da monkeypox é pelo contato direto com lesões ou saliva de pessoas infectadas, e não pela penetração sexual, por exemplo. Nesse sentido, o uso de máscara facial é importante, assim como a higiene constante das mãos e manter distância de quem esteja com sintomas, principalmente os visíveis.

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