Dália aposta em aves para crescer e mira faturamento de R$ 2,3 bilhões

A Dália Alimentos projeta encerrar 2026 com faturamento próximo de R$ 2,3 bilhões, crescimento de cerca de 6,5% em relação aos R$ 2,16 bilhões registrados no ano passado. A cooperativa reúne aproximadamente 3,2 mil funcionários e 2,2 mil famílias associadas.
O cenário, porém, é diferente entre as três principais cadeias produtivas. Na suinocultura, o aumento da oferta pressionou os preços e reduziu as margens. Em setembro, o preço-base pago pela integração da Dália estava em R$ 4,75 por quilo, enquanto o custo de produção permanece acima desse patamar.
Mesmo com a pressão interna, as exportações brasileiras de carne suína avançaram. Entre janeiro e agosto, o país embarcou 1,057 milhão de toneladas, crescimento de 8,9%, com receita de US$ 2,447 bilhões.
Na avicultura, a cooperativa vê maior espaço para expansão. Atualmente, o complexo processa cerca de 55 mil aves por turno, com possibilidade de alcançar 70 mil. Para ampliar o volume, será necessário aumentar o número de aves alojadas e investir na construção de novos núcleos nas propriedades.
O cenário externo também favorece o setor. As exportações brasileiras de carne de frango somaram 3,921 milhões de toneladas entre janeiro e agosto, alta de 15,5%. A receita chegou a US$ 7,689 bilhões.
No leite, a produção está cada vez mais concentrada. Aproximadamente 80 propriedades respondem por 70% do volume recebido pela cooperativa, reflexo do aumento de escala, tecnologia e produtividade no campo.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Dália, Gilberto Piccinini, a estratégia não é crescer apenas em faturamento, mas preservar margens e garantir retorno aos associados.
“Não adianta fazer número. O que queremos saber é quanto deixa de resultado e quanto melhorou a vida das famílias do campo.”
A Dália completa 80 anos em 2027 e aposta na diversificação entre suínos, aves e leite para manter competitividade e sustentar novos investimentos.






