Pesquisas e urnas: relembre as disputas de 2018 e 2022 no RS

Um levantamento com pesquisas divulgadas nas retas finais das eleições de 2018 e 2022 no Rio Grande do Sul mostra diferenças importantes entre a intenção de voto registrada pelos institutos e o resultado oficial das urnas.
Em 2022, no segundo turno para o governo do Estado, pesquisa Ipec divulgada uma semana antes da eleição apontava Eduardo Leite com 55% dos votos válidos e Onyx Lorenzoni com 45%. Na última pesquisa, Leite aparecia com 56% e Onyx com 44%. Nas urnas, Leite venceu com 57,12%, contra 42,88% de Onyx.
Já em 2018, o Ibope apontava Eduardo Leite com 60% dos votos válidos e José Ivo Sartori com 40% cinco dias antes da votação. O resultado foi mais apertado: Leite venceu com 53,62% e Sartori obteve 46,38%.
No Senado, onde a eleição ocorre em turno único, as diferenças foram mais expressivas.
Em 2022, pesquisa Ipec divulgada seis dias antes da votação mostrava Olívio Dutra com 30%, Ana Amélia Lemos com 24% e Hamilton Mourão com 21%. Dois dias antes da eleição, Olívio ainda liderava numericamente, com 31%, enquanto Mourão tinha 24%. Nas urnas, porém, Mourão foi eleito com 44,11% dos votos válidos, à frente de Olívio, que ficou com 37,85%.
Outro levantamento, da Real Time Big Data e divulgado pelo POA 24 Horas em 30 de setembro de 2022, também mostrava um cenário diferente do resultado final. Na disputa pelo governo no primeiro turno, Eduardo Leite aparecia com 40%, Onyx Lorenzoni com 28% e Edegar Pretto com 16%. Nas urnas, Onyx terminou em primeiro, enquanto Leite garantiu a segunda vaga no segundo turno por apenas 2.441 votos de vantagem sobre Pretto.
Em 2018, a disputa pelo Senado também apresentou mudança significativa. Pesquisa Ibope divulgada nove dias antes da eleição mostrava José Fogaça com 33%, Paulo Paim com 32%, Beto Albuquerque com 22% e Luis Carlos Heinze com 11%. Na última pesquisa, Heinze havia subido para 18%, mas ainda aparecia atrás. Nas urnas, terminou como o candidato mais votado, seguido por Paulo Paim.
O retrospecto mostra que as pesquisas representam o cenário do momento em que são realizadas e não uma previsão do resultado. Nos pleitos anteriores, especialmente nas disputas pelo Senado, os últimos dias de campanha trouxeram mudanças relevantes que só foram confirmadas com a contagem dos votos.






