Oito senadores e candidatos gaúchos votariam a favor do impeachment de Moraes

A Federasul (Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul) divulgou neste domingo (6) o resultado de uma consulta sobre o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A pergunta enviada aos políticos questionava se votariam a favor ou contra o afastamento do magistrado, “diante da gravidade dos fatos revelados pelo inquérito da Polícia Federal“.
Placar: 8 a favor, 3 silenciaram
Oito políticos declararam voto favorável ao impeachment. Entre os senadores atuais, Hamilton Mourão (Republicanos) e Luis Carlos Heinze (PP) responderam que votariam a favor.
Os seis candidatos ao Senado que também se posicionaram a favor são: Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Marcel van Hattem (NOVO), Milton Cardoso (PSDB), Renato Jagarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL).
Três nomes não responderam à consulta da Federasul até as 15h de domingo: o senador Paulo Paim (PT), a candidata Manuela D’Ávila (PSOL) e o candidato Paulo Pimenta (PT).
Contexto no STF
A consulta ocorre em meio a uma escalada de tensão no Supremo. Em 3 de setembro, Moraes encaminhou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, documentos da PF que apontariam indícios de improbidade e abuso de autoridade do ministro André Mendonça. Em paralelo, Mendonça liberou para o plenário do STF, em 6 de setembro, um relatório da Polícia Federal com mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou a Fachin, em 4 de setembro, que investigará possível interferência na confecção desse relatório. O presidente do STF também retirou o pedido de investigação de Moraes contra Mendonça do inquérito das fake news e determinou que as petições cruzadas entre os dois ministros tramitem diretamente na Presidência da Corte.
Entidade empresarial
A Federasul integra o sistema da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e tem sede em Porto Alegre. A entidade informou que eventuais retornos dos políticos que ainda não responderam serão incorporados às próximas atualizações da consulta.






